Manifestação e reunião com governo marcam a agenda de quinta-feira do CNG/FASUBRA

A quinta-feira (26) foi marcada por articulação política no âmbito do Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA-Sindical. As atividades do dia reuniram debates internos, vigília na importante reunião com representantes do governo federal na MNNP.
Pela manhã, os integrantes do CNG se dedicaram à discussão de dois temas: a racionalização e nivelamento e formação dos membros do CNG.
No período da tarde, foi realizada uma vigília em frente ao Bloco F, onde os trabalhadores e trabalhadoras ecoaram palavras de ordem e reforçaram a cobrança pelo cumprimento integral do acordo firmado com o governo ao final da greve de 2024.
A atividade aconteceu paralelamente a uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, com a participação de diversos representantes de trabalhadores do Serviço Público Federal e de centrais sindicais. Pela FASUBRA-Sindical esteve presente a coordenadora-geral, Cristina del Papa.
De acordo com a avaliação da entidade, houve uma mudança de postura por parte do governo do MGI. Após um período de estagnação nas negociações — com pautas apresentadas desde 2023 sem avanços —, o governo apresentou um panorama das reivindicações das Categorias, o que foi considerado um passo importante no processo de diálogo e negociação.
Entre os principais pontos discutidos está a implementação da Comissão Interna de Saúde do Servidor Público. Embora já prevista em portaria, a comissão não era obrigatória, e agora será implementada, ampliando o debate sobre saúde do trabalhador, condições de trabalho, ambiência e saúde mental.
Também foi destacada a necessidade de atualização das normas relacionadas aos adicionais ocupacional (periculosidade e insalubridade), cuja legislação vigente remonta a 1978, sendo considerada defasada diante das atuais condições de trabalho, principalmente no serviço público.
Outro avanço apresentado foi o reajuste no auxílio-alimentação, que passará para R$ 1.192,00. Além disso, também foi apresentado os reajustes nos auxílio-creche e no ressarcimento saúde — este último com proposta de substituição do modelo de ressarcimento por um auxílio nutrição para beneficiar também os servidores aposentados. O MGI argumentou que esse ano não seria possível, mas vão fazer o estudo de viabilidade.
Durante a reunião, os representantes da categoria também reivindicaram alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), como forma de garantir a viabilidade da equiparação dos benefícios. Outro ponto de extrema importância que foi colocado pelas entidades sindicais foi a necessidade do governo ter na proposta de orçamento montante para ser destinado a reajuste linear para os servidores em 2027, já que em ano eleitoral o governo não pode negociar reajuste salarial com nenhuma Categoria. Temos o precedente que aconteceu em 2023 para 2024.
A agenda do dia reforça o papel da mobilização e da pressão organizada como instrumentos fundamentais para avançar nas negociações com o governo e assegurar direitos às Categorias.