FASUBRA repudia declarações do presidente da República e manifesta seu apoio ao povo indígena

16:55 | 1 de agosto de 2019

A FASUBRA Sindical repudia a declaração do presidente Bolsonaro no último dia 29/07 colocando em dúvida as circunstâncias do violento assassinato do cacique Emyra Wajãpi, ocorrido no dia 22/07, na região da aldeia Waseity, próxima à aldeia Mariry, no Amapá. Em conversa com jornalistas, o presidente afirmou que “não tem nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado”. O presidente ainda disse que pretende legalizar o garimpo no país.

O corpo de Emyra Wajãpi foi encontrado por indígenas Waiãpi no dia 23/07. A Apina, Conselho das Aldeias Wajãpi, recentemente publicou uma nota afirmando que, embora não há testemunha do assassinato, eles acreditam que Emyra foi morto por invasores.

No dia 26/07, a comunidade Wajãpi de Yvytotõ, região onde o líder foi assassinado, relatou que garimpeiros fortemente armados invadiram a aldeia e ameaçaram os indígenas. A FASUBRA Sindical lamenta profundamente o ocorrido e vem a público manifestar seu apoio ao povo indígena, além de cobrar uma investigação séria sobre o ocorrido.

Em nota, a Apina informa que no dia 26/07 à noite, os invasores entraram na aldeia e se instalaram em uma das casas, ameaçando os moradores. No dia seguinte (27/07), os moradores do Yvytotõ fugiram com medo para outra aldeia na mesma região (Mariry). Ainda no dia 26/07, a Funai e o Ministério Público Federal (MPF) foram informados sobre a invasão e receberam o pedido dos Wajãpis para que a Polícia Federal (PF) fosse acionada. Na madrugada de sábado (27/06), moradores da aldeia Karapijuty avistaram um invasor no território indígena.

Na opinião da FASUBRA, o discurso completamente irresponsável e preconceituoso do presidente da República incentiva as invasões de garimpeiros em territórios indígenas, atacando suas terras e seus direitos.

Confira a íntegra da nota da Apina.

Foto: Índios Wajãpis – EBC 

 

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