Entidades de base aprovam em assembleias Greve Geral da Educação

14:02 | 10 de maio de 2019

A participação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal nesta terça-feira (7/05) aumentou ainda mais a indignação de profissionais do setor, entre eles os técnico-administrativos, estudantes e jogou mais lenha na luta. Weintraub minimizou ao máximo os cortes no orçamento das universidades e instituições federais classificando-os como “migalhas”. Os cortes, no entanto, irão afetar profundamente o ensino no país, precarizando a educação pública, gratuita, de qualidade, as pesquisas e extensões, inviabilizando o funcionamento de diversas instituições.

Durante a participação na Comissão, o ministro ainda fez chantagem dizendo que poderá reverter os cortes, caso a reforma da previdência seja aprovada, uma contradição sem tamanho, já que os efeitos da reforma demorariam anos para atingir os cofres públicos. A educação não pode pagar pelas mazelas do país e, muito menos, servir de chantagem para este desgoverno.

Estas e outras afirmações mobilizaram as categorias da educação que realizaram manifestações durante a semana. Profissionais e estudantes se uniram contra o desmonte do setor e foram às ruas, uma preparação para a próxima semana que terá a Greve Geral, marcada para o dia 15 de maio. Ocorreram atos em diversos estados.

Em Salvador, centenas de pessoas protestaram contra o bloqueio de R$ 3,7 milhões em verbas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na quarta-feira (8), cerca de 2 mil pessoas, docentes, técnicos e estudantes, realizaram manifestação no campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e em São Paulo, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ganharam a Avenida Paulista e participaram de uma “Marcha pela Ciência contra os cortes das verbas na Educação”, após o anúncio dos cortes das bolsas concedidas a estudantes de mestrado e doutorado. Já em Curitiba, manifestantes participaram de um ato em defesa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o que demonstra a força das categorias em não aceitar o corte. No Congresso, os parlamentares da oposição suspenderam a participação nas votações da comissão até que o MEC desista de promover o contingenciamento nas IPE.

A FASUBRA tem cumprido o papel de buscar todos os setores da educação e demais segmentos para unificar a luta porque as universidades e os institutos são pontos estratégicos para o país e não se calará frente aos ataques do governo. Diversas entidades de base realizaram assembleias e aprovaram em massa a paralisação na próxima semana. Confira em fotos:

APTAFURG

SINTESPB

SINTUFS/SE

Foto em destaque: APTAFURG

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