Educação como trincheira: a participação da Fasubra na Conferência Internacional Antifascista

11:39 | 30 de março de 2026

A participação da Fasubra Sindical na 1ª Conferência Internacional Antifascista se constituiu como um marco político de grande relevância no cenário nacional e internacional. Nossa Federação, com o histórico de lutas que tem, nascida em plena ditadura militar em 1978, portanto há 48 anos, não poderia se ausentar de um evento tão grandioso e importante para a democracia no Brasil e no mundo.

Ao integrar formalmente o conjunto de entidades convocantes e signatárias do evento, nossa entidade reafirmou sua histórica trajetória de luta em defesa da democracia, dos direitos sociais e da classe trabalhadora. A Conferência, que reuniu delegações de mais de 30 países e milhares de participantes oriundos das mais diversas organizações sociais, sindicais e políticas, expressou a dimensão global do enfrentamento ao avanço do fascismo em suas múltiplas formas contemporâneas.

O balanço da participação da Fasubra é profundamente positivo. A presença ativa da Federação nos debates centrais demonstra não apenas seu acúmulo político, mas também sua capacidade de incidência em espaços estratégicos de articulação internacional.
A participação de Sandro Pimentel, coordenador de educação da Fasubra, como debatedor em uma das principais mesas da Conferência, cujo tema foi “Educação, Ciência e Tecnologia para a Soberania dos Povos”, reafirmou o papel estruturante da educação pública, da produção científica e do desenvolvimento tecnológico com verbas públicas, como pilares fundamentais para a construção de projetos nacionais soberanos e comprometidos com a emancipação dos povos.

Além disso, a Fasubra, a partir das presenças de dirigentes como: Maristela Piedade que representou a Fasubra na construção da conferência, as coordenaforas gerais Loiva Chansis e Ivanilda Reis e ainda Lenilson Santana, Melissa Campos, Fernando Borges, Crisolda, João Daniel, Mauro, Roberto, Teresa Fuji, Lucineide e André, contribuindo para fortalecer a perspectiva de que a luta antifascista, no contexto atual, está diretamente articulada à defesa dos serviços públicos, da universidade pública, gratuita, laica, de qualidade, referenciada socialmente e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras que sustentam essas instituições. Em um cenário internacional marcado por crises econômicas, conflitos geopolíticos e avanço de forças reacionárias, a Conferência consolidou a necessidade de uma resposta articulada, internacionalista e enraizada nas lutas concretas da classe trabalhadora.

Como perspectiva, a participação da Fasubra aponta para o aprofundamento das relações internacionais com entidades comprometidas com a democracia e a justiça social, bem como para a ampliação das agendas de mobilização em defesa da educação, da ciência e da soberania nacional. O acúmulo político construído neste espaço fortalece a atuação da Federação no Brasil, especialmente no contexto das disputas em torno do financiamento público, das políticas educacionais e da valorização do serviço público.

Por fim, a 1ª Conferência Internacional Antifascista de Porto Alegre/RS, reafirma que a luta contra o fascismo é, acima de tudo, uma luta global, coletiva e permanente. A Fasubra, ao se colocar na linha de frente desse processo, reafirma seu compromisso histórico com a construção de um mundo mais justo, democrático, ecossocialista e solidário, onde a educação e a ciência estejam a serviço da emancipação humana e da soberania dos povos.

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