Plenária discute mobilização para a Greve Geral do dia 14 de junho

No período da tarde deste sábado (8) representantes de diversas entidades e centrais sindicais convidados pela FASUBRA saudaram a Plenária e falaram sobre a conjuntura atual, as manifestações em defesa da Educação realizadas nos dias 15 e 30 de maio em todo o país e, principalmente, a Greve Geral dos trabalhadores (as) no próximo dia 14 de junho contra o projeto de destruição da Previdência Social, por mais empregos e contra os demais ataques do governo.

Participaram Eblin Farage – Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Gabriel Magno – CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Rodrigo Britto – CUT-DF (Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal), João Paulo Ribeiro – CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Berna Menezes – Intersindical e Gibran Jordão – CSP Conlutas.

Rodrigo da CUT-DF conclamou as categorias a fazerem uma greve ainda maior que a de 2017. “Com certeza iremos realizar a maior greve geral da história deste país. Em 2017 fizemos já este movimento e estamos fazendo tudo para que a de 2019 supere ainda mais o que nós obtivemos de êxito em 2017. Como é de ciência de vários companheiros (as) ramos importantes deliberaram a participação na greve, entre eles o ramo de transporte”, destacou.

Berna, representando a Intersindical, disse que as mobilizações (15 e 30 de maio) foram grandiosas e superaram as expectativas porque as diferenças também foram superadas para garantir a unidade de todos os setores. “Não só as diferenças das centrais, mas daqueles independentes, da juventude, ampliando a nossa luta para aqueles que não estavam envolvidos diretamente e temos que ampliar ainda mais, por isso a greve geral do dia 14 que promete ser um dia muito forte”, destacou.

Gibran Jordão, pela CSP Conlutas, parabenizou a Direção da FASUBRA pelo importante trabalho de construir a unidade necessária para enfrentar este governo. Ele também falou sobre a luta ideológica. “Os dias 15 e 30 de maio foram datas importantes de luta que mostraram que há disposição da classe trabalhadora para resistir”, afirmou.

O dirigente da CTB, João Paulo Ribeiro, reforçou que, mesmo na adversidade, a classe trabalhadora está construindo a unidade necessária neste momento. “Mesmo com as pedras vamos construir nosso castelo de resistência, sempre. E com respeito. As diferenças devem ser mantidas porque é saudável. O que está hoje em discussão é a democracia e soberania do nosso país”, disse.

Gabriel Magno, da CNTE, também falou sobre a importância da unidade dos setores da educação e da mobilização conjunta neste primeiro momento do governo. “As soluções para os nossos problemas são coletivas e juntos que vamos conseguir sair dessa”, ressaltou. Ele falou ainda sobre os seis meses do governo, a crescente perda de legitimidade do governo federal e a falsa imagem desse governo ser implacável combatente da corrupção, além do crescimento das lutas sociais. “O nosso poder de mobilização continua forte”, avaliou.

Para Eblin Farage, do Andes, este é o momento de construir a unidade necessária para o enfrentamento que a nova conjuntura exige. Ela falou um pouco sobre a conjuntura do Andes e alguns elementos que têm norteado as ações. “Temos que fazer também uma análise sobre os nossos erros do último período. A eleição de um governo de extrema-direita tem que ser por nós refletida. Isso é preocupante para nós. Esse governo é eleito praticamente sem um programa econômico. Ele é eleito basicamente com propostas no campo da moral, da cultura e da ideologia”, analisou.

Em seguida a mesa da Plenária abriu as inscrições para intervenção sobre a conjuntura.