PEC 6/19: traidores do povo

 

A votação da reforma da Previdência (PEC 6/19) em 1º turno foi encerrada na última sexta-feira (12) à noite e, com as alterações feitas pelo Plenário, a Comissão Especial consolidou o texto que será votado em 2º turno. A previsão é que a matéria volte a ser analisada após o recesso parlamentar, no dia 6 de agosto. Confira como votou os partidos.

Após a aprovação do texto-base em 1º turno na quarta-feira (10), por 379 votos e 131 contrários, alguns destaques foram aprovados alterando pontos da proposta relativos aos professores, mulheres e policiais, entre outros, nos dias 11 e 12 de julho. Veja quem são os traidores que aprovaram uma reforma injusta e que praticamente acaba com o direito de se aposentar no Brasil.

Traidores que votaram sim pela reforma.

Veja como ficou as regras para o servidor, segundo o DIAP.

Divulguem os parlamentares que votaram a favor da reforma

A Direção da FASUBRA orienta as entidades de base a intensificarem as ações nos estados, denunciar os parlamentares que se posicionaram a favor da reforma do governo em rede social, nos aeroportos, e em seu domicílio eleitoral, divulgando seu nome e fotografia em cartazes. Com o lema: “Votou, Não Volta”, esses parlamentares que votaram contra os trabalhadores e trabalhadoras jamais devem ser reeleitos nas próximas eleições.

A próxima mobilização nacional da Educação e contra a reforma da Previdência está marcada para o dia 13 de agosto. As entidades permanecem mobilizadas e vão lutar até o fim contra os ataques aos trabalhadores. O ato em Brasília na última sexta-feira (12) mostrou a força da união entre estudantes e trabalhadores (as) que continuarão resistindo aos ataques e contra qualquer tipo de retrocesso. Nesta terça-feira (16), as entidades da Educação se reúnem na sede da FASUBRA, em Brasília, para definir as próximas ações e fazer um balanço do ato.

Mudanças

Entre as mudanças aprovadas em Plenário, está a que prevê que as mulheres que tiverem tempo mínimo de contribuição de 15 anos no RGPS/INSS poderão se aposentar com 60% dos seus vencimentos, contando dois pontos percentuais a cada ano a mais trabalhado.

Outra alteração prevê a redução da idade exigida para professores, que passa de 55 anos para 52 anos, se mulher, e de 58 anos para 55 anos, se homem. O tempo de contribuição também foi reduzido para 30 anos, se homem, e 25 anos, se mulher.

Os policiais foram beneficiados com a redução da idade, sendo 53 anos para homens e 52 para mulheres, mais pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição faltante. A regra geral prevê que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres aos 62.

Liberação de verbas

Conforme a ONG Contas Abertas, apenas em julho, o governo liberou R$ 2,55 bilhões em emendas parlamentares para agilizar a votação da reforma, sendo cerca de R$ 40 milhões para cada deputado (a) que votar a favor da proposta. O PSOL entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a votação da reforma.