Fasubra Sindical

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Credenciamento online para a Plenária Nacional de setembro

 

Plenária Nacional será realizada em Recife - PE.

 

A FASUBRA Sindical informa aos sindicatos de base que o credenciamento online para próxima Plenária Nacional Estatutária que acontece dias 15, 16 e 17 de setembro, já está disponível no link: https://form.jotformz.com/61373487068666. O evento acontece no hotel Hotel Dan Inn Mar em Recife-PE.

 

Pauta

Nesta Plenária serão apresentados os informes nacionais e de base, será realizada a análise de conjuntura, discussão do Plano de Lutas e prestação de contas da Federação. Também será aprovado o Regimento Interno do Congresso da FASUBRA (CONFASUBRA) que acontece de 26 de novembro a 1º de dezembro.

 

As entidades filiadas devem encaminhar no prazo de quatro dias antes da Plenária:

  • Comprovante de pagamento da mensalidade com a FASUBRA;

  • Ata com o nome dos delegados titulares eleitos e suplentes;

  • Lista de presença em papel timbrado digitalizada ou as folhas digitalizadas do livro de ata em que contiver o registro da assembleia;

  • Informe de Base (IB) digital – em Word – para ser disponibilizado na pasta dos delegados, a fim de que, todos os presentes tenham acesso às informações.

  • O Informe de Direção (ID) também será disponibilizado na pasta dos delegados.

 

A FASUBRA enviará o comprovante de credenciamento ou informação de pendências, no máximo 24 horas antes da realização da Plenária.

 

Serviço

Plenária Nacional Estatutária

Data: 15, 16 e 17 de setembro 2017

Hora: 9h

Local: Hotel Dan Inn - Recife/PE

 

Informações de hospedagem

Hotel Dan Inn - Recife/PE

1) Apartamento Single - R$ 159,00

2) Duplo - R$ 179,00

3) Triplo - R$ 224,00

Endereço - Av. Bernardo Vieira de Melo, 694 -  Bairro Piedade

Jaboatão dos Guararapes-PE

CEP 54400-000

 

Contato para reservas - Nivaldo

e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Telefone -  (81) 2123-4343

 Localização - o hotel fica a 2,5 km da Praia de Boa Viagem. O Aeroporto Internacional de Guararapes fica a 7,5 km de distância.

Mais informações: http://daninnmar.com-recife.com/

 

Agenda de Lutas

Primeira semana de setembro: pressão nos parlamentares nos Estados para votarem contra a reforma da previdência.

05/09 - articulação e fortalecimento dos Fóruns estaduais de servidores públicos.

14, 15 e 16/09 - V Seminário Unificado de Imprensa Sindical

14/09 - Dia Nacional de Lutas, mobilização e Paralisação em defesa do serviço público, contra a reforma da previdência e pela revogação da reforma trabalhista.

15/09 - Reunião da Direção Nacional

15, 16 e 17/09 - Plenária Nacional Estatutária - Recife-PE

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

Dia 14 de setembro, é Dia Nacional de Paralisação e Lutas contra os ataques do Governo Temer

Ato Nacional em Recife-PE, com caravanas da região, fortalecerá a resistência dos trabalhadores e a defesa da Universidade, do serviço público, dos direitos trabalhistas e previdenciários, e a defesa de nossa Carreira.

 

A FASUBRA conclama toda a sua base a somar forças à paralisação nacional no dia 14 de setembro, articulando com outros sindicatos, e em especial no âmbito da educação, com a UNE, ANDES e SINASEFE, e suas representações locais em cada instituição, buscando ações que deem ampla visibilidade e coloquem na ordem do dia a resistência aos ataques de Temer e a exigência de estabelecimento de negociação, como centrais nessa data.

 

Desde o primeiro momento, denunciamos que a intenção das elites dominantes, com o golpe que levou Temer à presidência, era intensificar a um grau inédito o processo de rapinagem do Estado. Todo o preço da crise seria jogado nas costas de nossa classe, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas.

 

Assim, os processos que resultaram na EC 95/16 (PEC 55 – congelamento dos gastos com os serviços), o brutal corte orçamentário sobre a educação, que está inviabilizando o funcionamento das IFES e provocando centenas de demissões em muitas universidades e institutos, a reforma trabalhista que desconfigurou a CLT e colocou o “negociado” acima do legislado, a nova legislação que libera a terceirização, e a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional, são projetos estratégicos para ampliar historicamente o nível de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

 

A negociata feita em torno da manutenção do mandato de Temer consumiu mais recursos, e por isso a conta sobre nossa classe se intensifica. O déficit anunciado, de 159 bilhões de reais, resulta de uma sangria absurda pelos pagamentos trilionários dos serviços da dívida pública, comprometendo nossas vidas e as vidas das gerações futuras.

 

A manutenção de Temer, a reforma política que está em vias de ser votada, e até mesmo a discussão de suspender as eleições presidenciais no ano que vem, demonstram o quanto é profundo o golpe, bem como o papel das instituições num regime pseudo-democrático como o que vivemos. O mercado, na impossibilidade de viabilizar Meirelles como candidato palatável à Presidência, busca formas de assegurar mais tempo para que as reformas sejam aprovadas na íntegra, sem expor os parlamentares ao julgamento das urnas.

 

Assim, a agenda de votações no congresso é retomada, as privatizações (com a Eletrobrás, os aeroportos, rodovias, casa da moeda e o pré-sal na bola da vez) são aceleradas, e a redução do Estado anda a passos largos. O Governo Federal trabalha com 5 medidas que atingem duramente os servidores públicos:

 

  1. A primeira, pautada no PDV, na redução da jornada com redução salarial, e no incentivo ao afastamento de servidores.

 

  1. A segunda, alicerçada no descumprimento de acordos firmados em 2015, no cancelamento de reajustes, no corte/bloqueio de concursos, e na extinção de 60 mil vagas e extinção de cargos, trabalhando a perspectiva de terceirizar parcela ampla de nossa categoria.

  2. A terceira, que efetivamente reduz salários, ao aumentar o desconto previdenciário dos servidores de 11% para 14%, ao mesmo tempo que estuda a redução dos valores dos benefícios [Alimentação, pré-escolar e saúde.

 

  1. A quarta, que objetiva ampliar as condições para a ocorrência de demissões de servidores públicos (coerente com o projeto de terceirização e com o processo de criminalização de dirigentes das lutas), através de projetos de lei que tramitam no congresso, como o PLS 116/2017.

 

  1. A quinta medida, que trabalha a destruição das carreiras no serviço público, incluindo as carreiras ditas estratégicas e de Estado, num processo de reforma do Estado muito mais grave do que vivenciamos em 98 com FHC e Bresser.

 

Embora a medida provisória específica que trata do fim da estrutura do PCCTAE ainda não tenha sido encaminhada, em diversas conversas com dirigentes de instituições de ensino que temos desenvolvido, fica nítida a intenção do governo de nos incluir no rol de criação de carreiras com vencimentos mais baixos, maior dificuldade para progressão por mérito, e a desconstrução dos incentivos que valorizam a qualificação e capacitação dos trabalhadores. Isso é ferir de morte a carreira que durante anos e muitas greves fomos construindo, e refletirá no processo de terceirização e de desmonte da Educação superior pública, gratuita e de qualidade. Não por acaso, o Governo acelera as audiências públicas para instituir a cobrança de mensalidades nas IFES.

 

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER – 14 de setembro tem PARALISAÇÃO NACIONAL, E ATO EM RECIFE COM CARAVANAS

 

Ao mesmo tempo em que mantemos o chamado à construção de espaços unitários para a construção de uma nova Greve Geral, também articulamos com outras categorias, e a partir da última reunião ampliada do FONASEFE (fórum que articula as entidades representativas dos servidores federais), passamos a buscar a construção de ações conjuntas com outras categorias. No próximo dia 14, os servidores federais, bem como os trabalhadores metalúrgicos, já tem definição de fazer fortes manifestações, lutas e paralisações por todo o país, e outros setores da classe trabalhadora também discutem como unificarmos nessa iniciativa.

 

 

Também estamos orientando, como iniciativa de denúncia do Democratas, do Ministro Mendonça e dos setores que historicamente trataram o MEC como mercadoria, a realização de um ATO NACIONAL em Recife-PE, para iniciar um processo mais ostensivo de pressão sobre os parlamentares e o Governo, de que a ação direta dos trabalhadores vai retomar as ruas e o protagonismo. Para tanto, o Ato Nacional vem sendo organizado em conjunto com as entidades locais de Recife, bem como com o Fórum de Servidores Públicos de Pernambuco. Estamos orientando que as entidades da região busquem enviar caravanas para esse ato, que contará também com os delegados e delegadas da Plenária Nacional da Fasubra. As atividades do dia 14 serão pela manhã e à tarde, e orientamos a concentração em Recife à partir das 9 horas, em local que será comunicado na próxima semana pelo email das entidades filiadas à Fasubra.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O PACOTÃO DE TEMER CONTRA O FUNCIONALISMO:

 

- Até 5 de setembro: articulação e fortalecimento dos Fóruns estaduais de servidores públicos.

- Primeira semana de setembro: pressão nos parlamentares nos Estados para votarem contra a reforma da previdência.

- Atos de escracho nas sedes do PMDB, DEM e PSDB nos estados bem como nos escritórios políticos de lideranças e figuras públicas da base aliada do governo.

- Ação concentrada nos aeroportos e residências dos parlamentares para pressionar deputados contra o pacote de Temer.

- Reunião da Direção Nacional da Fasubra – 13 de setembro – Recife/PE

- Paralisação Nacional nas IFES em 14 de setembro

- Atos nos Estados em 14 de setembro, buscando unidade com todos os setores da classe que também incorporem essa data como dia de lutas e paralisações

- Ato Nacional 14/setembro em Recife, com participação de delegados à Plenária Nacional, trabalhadores da UFPE e UFRPE, delegações e caravanas das entidades do nordeste, organizado pela Fasubra e entidades filiadas da região. A CONCENTRAÇÃO DO ATO SERÁ À PARTIR DAS 9 HORAS, EM LOCAL A SER ANUNCIADO NA PRÒXIMA SEMANA.

- 15 de setembro: Continuidade da reunião da Direção Nacional (manhã) e instalação da plenária nacional a partir das 14 horas, em Recife-PE

- 16 e 17 de setembro – continuidade da Plenária Nacional da Fasubra (Pauta: Conjuntura, Plano de Lutas, Prestação de Contas, Regimento Confasubra, Outros)

- Confecção de jornal da Fasubra contra o pacotão e a reforma da previdência.

 

Direção Nacional da Fasubra

Fórum Nacional Popular de Educação apresenta novo site

 

Confira o conteúdo completo da Conferência Nacional Popular de Educação 2018.

 

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) lançou uma plataforma na internet www.fnpe.com.br para informar sobre suas atividades e atualizar o conteúdo referente à Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE).

 

O FNPE foi criado em resistência a destituição de algumas entidades, entre as quais a FASUBRA, do Fórum Nacional de Educação (FNE) pela Portaria nº 577/17 e o Decreto de 27 de abril de 2017 do governo federal.

 

As entidades representantes do fórum tem como tarefa pressionar o governo federal e fazer valer a implementação dos planos nacional, estaduais, distrital e municipais de educação e viabilizar a organização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018).

 

A CONAPE 2018 será realizada de 26 a 28 de abril em Belo Horizonte-MG.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Ministro da Saúde é questionado em audiência pública sobre a suspensão do Rehuf a hospitais federais do RJ e SP

 

 

Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) denuncia crise nos hospitais fluminenses.

 

A FASUBRA acompanhou na manhã de quarta-feira, 30, a  audiência pública para esclarecimento sobre a exclusão do Hospital São Paulo de recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF) e a situação dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. O evento promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família realizado no Plenário 7 da Câmara dos Deputados contou com a participação do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Jorge Darze, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) considerou a situação do Estado do Rio de Janeiro dramática em todos os setores. Para Darze, os hospitais federais são referência nacional no atendimento à população e na formação de profissionais e há alguns anos passam por dificuldades.

 

De acordo com o presidente, a falta de concursos e o número expressivo de profissionais da saúde que se aposentaram sem substituição ameaçam o funcionamento das instituições. “Não houve a substituição em tempo hábil dos profissionais, não há vontade política do Ministério da Saúde para renovação dos contratos temporários”, disse.

 

Além do déficit de pessoal existem denúncias da comunidade hospitalar e da população atendida nas unidades sobre a falta de insumos importantes, como é o caso da quimioterapia para o tratamento de pacientes com câncer. “Houve um período que a quimioterapia deixou de existir, como no Bonsucesso e Andaraí deixamos afetados o tratamento contínuo dos pacientes”, disse Darze.

 

Diante da falta de perspectiva de solução, a FENAM procurou a comissão para expor a crise nos hospitais, “e buscar soluções dos problemas graves que hoje comprometem a saúde da população que depende exclusivamente da rede federal do RJ”.

 

Segundo Darze, alguns dizem que a rede federal não deveria mais estar sob a gestão do governo federal, a única opção seria entregar ao estado ou ao município. “O estado está falido, não consegue pagar salário, manter as unidades funcionando. A rede do município em uma realidade muito próxima, também atravessa enormes dificuldades” .

 

Para o presidente da FENAM, é necessária uma solução de curto prazo para suprir o déficit da rede, que realiza tratamentos de alta complexidade como cirurgias cardíacas e transplantes de órgãos.  

 

Ministério da Saúde

Ricardo Barros, ministro da Saúde apresentou a proposta de administração em rede para os seis hospitais e três institutos do Rio de Janeiro. São o Hospital Federal do Andaraí, Hospital Federal de Bonsucesso, Hospital Federal da Lagoa, Hospital Federal dos Servidores do Estado, Hospital Federal Cardoso Fontes, Hospital Federal de Ipanema,  Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

De acordo com o ministro, os processos de compras, contratações, escala e especialização serão conjuntas, gerando economia e melhor resultado para a população. O orçamento dos hospitais em 2017 custou R$ 670 milhões, fora a folha de pagamento, de acordo com o ministro. Com a folha o orçamento custou R$ 1 bilhão, representando 65% dos custos do hospital. O investimento do governo federal é de R$ 3,5 bilhões por ano. “O orçamento das unidades tem sido crescente”, disse Barros.

 

Houve registro do aumento de internações, consultas, emergência e cirurgias no período. Segundo Barros, atualmente há 13 mil servidores nos hospitais e 11 mil servidores nos institutos. São 3.200 contratos temporários e 600 vencem em 2017. Somado ao quadro de funcionários públicos, os trabalhadores temporários representam 3% da força de trabalho.

 

De acordo com o  ministro, houve redução nas filas de cirurgia, após a entrega de filas únicas para a regulação, foram aplicados R$ 250 milhões. “Os critérios para reorganização do serviço com a especialização dos hospitais visam a quantidade de volume na mesma área para ser mais eficiente”, disse. O plano de reestruturação iniciado em agosto prioriza três especialidades de maior demanda. “A expectativa é produzir 20% a mais com a especialização dos hospitais”, afirmou o ministro.

 

O Hospital de Ipanema e dos Servidores serão os novos centros de ortopedia, especializados em cirurgias do joelho e quadril. O Hospital dos Servidores também será especializado em cirurgia de coluna. Já o Hospital da Lagoa será responsável por cirurgias dos membros superiores. Segundo Barros, a cirurgia vascular terá a assistência ampliada, serão 40 cirurgias por mês.

 

O Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi aprovado para gestão dos hospitais do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Atualmente o ponto eletrônico é obrigatório para hospitais e institutos federais. O Ministério da Saúde contratou uma consultoria para avaliar a gestão dos hospitais e apresentar  uma proposta de gestão em rede. “A expectativa de economia nas compras conjuntas é de 40%. O repasse é suficiente sim, o RJ é um dos que recebem maior per capita no Brasil”, afirmou Barros.

 

Segundo a representação da Fasubra, os argumentos do Ministro não explicam a realidade que se observa em cada unidade de saúde no RJ. “O quadro caótico se dá em vários aspectos, desde falta de profissionais, condições de custeio (na qual entra a compra de medicamentos) que não atende a necessidade dos usuários, ações na justiça para assegurar atendimento ou para tentar evitar a suspensão dos mesmos, unidades em profunda degradação física, e pacientes morrendo à espera de atendimento”. Ao mesmo tempo, o ministro, ao afirmar que vai implementar o modelo de gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nessas unidades, aponta como solução um modelo que não só não reverteu, como agravou o quadro de dificuldades na saúde federal.

 

 

Hospital São Paulo

 

O Hospital São Paulo (HSP) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) é administrado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Atualmente atende 1.500 usuários por dia no pronto socorro e 4.000 no ambulatório e conta com 812 leitos  (97% SUS).

 

De acordo com o ministro, o HSP recebia dois benefícios. Por ser uma instituição filantrópica e ter a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação (Cebas), tem isenção de recolhimento de impostos de R$ 230 milhões por ano. Também recebia o repasse de verbas do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), de R$18 milhões.

 

A suspensão do Rehuf ocorreu após determinação dos órgãos de controle do programa. O valor do Rehuf, de acordo com Barros é menor que a isenção de impostos do Cebas. “Como o hospital não pode ser Cebas e Rehuf ao mesmo tempo, porque o Rehuf é para a administração direta e o Cebas para a administração indireta, o hospital tem que escolher entre um benefício e outro”, disse.

 

Para a Fasubra, não é uma questão de escolha, diante da insuficiência orçamentária da saúde. “Como explicar a um paciente, que necessita dos serviços de saúde que devem ser públicos, gratuitos e universais, que seu direito de acesso aos serviços e à própria vida está comprometido pelo que o Ministro considera uma “escolha”?

 

De acordo com o ministro, há um conflito de entendimento e por esse motivo há uma Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF) na Advocacia-Geral da União para decidir sobre a matéria. “Foi solicitado um parecer pra ver se é possível alterar o entendimento de que o HSP não pode receber o Rehuf”, finalizou.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

 

 

Fasubra e Andifes se reúnem para discutir a crise nas universidades

 

 

Além da questão orçamentária, o presidente destacou medidas do pacote do governo que vão impactar diretamente os trabalhadores técnico-administrativos em educação, como a mudança de carreira, piso salarial, progressão, e Programa de Demissão Voluntária (PDV).

  

A FASUBRA Sindical em reunião com Emmanuel Zagury Tourinho (UFPA), presidente a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) nesta segunda-feira, 28, apresentou a preocupação da Categoria diante dos graves ataques do governo de Michel Temer ao funcionalismo e à Educação Pública. O evento ocorreu em Brasília-DF, na sede da associação. Os coordenadores Rogério Marzola, Leia Oliveira, Rolando Malvásio, Fátima Reis e Darci Silva representaram a Federação.

 

Tourinho apresentou as dificuldades dos gestores em manter as universidades em funcionamento. Além da questão orçamentária, o presidente destacou medidas do pacote do governo que vão impactar diretamente os trabalhadores técnico-administrativos em educação, como a mudança de carreira, piso salarial, progressão, e Programa de Demissão Voluntária (PDV).

 

Orçamento

 

Os reitores aguardam a decisão de anúncio do governo de aumentar o déficit orçamentário para 2018, já que houve contingenciamento de orçamento e investimento. Mas, segundo o presidente da Andifes, caso isso ocorra o Ministério da Educação (MEC) não dá garantias de liberar todo o recurso das universidades. “Não tem como fechar o ano com as contas em dia. Algumas universidades acumulam contas de anos anteriores e não conseguem fechar a conta, mesmo com 100% de liberação de recursos. A situação é muito difícil para todas as universidades”, disse Tourinho.

 

Investimento

 

Segundo o presidente, o MEC realizou um levantamento das obras paradas nas instituições federais de ensino. Para conclusão das obras seriam necessários R$ 3 bilhões. A previsão de conclusão das obras seria de três a quatro anos se não tivesse ocorrido o corte.

 

Ações da Andifes

 

Para 2018, após rodadas de conversas com o MEC, a Andifes pleiteou recomposição dos orçamentos com referência no orçamento de 2014 com correção da inflação e correção pela taxa de expansão do sistema. Mas não houve possibilidade, devido ao teto de gastos, só garantiram a manutenção do recurso de custeio da matriz e do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

 


 

 

“Não temos ainda os valores finais de custeio de todas as universidades. O MEC diz que todas as universidades ficaram no custeio maior ou igual a 2017. O governo tem até quinta-feira pra mandar o orçamento para o congresso. Cogitou-se que os recursos de investimento, no total ou em partes, ficariam com o MEC e não para as universidades”, informou Tourinho. A Andifes se posicionou contrária por se configurar como um novo corte de recursos e desrespeito ao princípio de autonomia universitária.

 

 

 

O corte vem acompanhado com a discussão no congresso sobre a cobrança de mensalidade, modelos de financiamento na educação superior, debate sobre a criação de fundos patrimoniais (receber doações de empresas), para substituir recursos do Tesouro. Na ocasião, o presidente informou que o autor da emenda que alterava a UNILA e UFPR retirou a proposta que atacava a autonomia universitária das instituições.

 

 

 

A associação tem conversado com parlamentares da Câmara dos Deputados, Senado Federal e relatores do orçamento de 2018 solicitando emendas favoráveis ao financiamento das universidades.

 

 

 

A Andifes tem procurado articulação com todas as entidades ligadas às universidades para trabalhar em conjunto o enfrentamento da pauta, como a FASUBRA, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia (Consecti), o Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), para tratar do orçamento das universidades. Será encaminhado um documento à Presidência da República denunciando a crise na Educação.

 

 

 

O presidente disse ainda que será agendada uma sessão especial no congresso para discutir em plenário a crise das universidades, pela Frente Parlamentar Mista pela valorização das universidades federais, liderada pela senadora Margarida Salomão. Tourinho solicitou a parceria da FASUBRA contra as ações que atacam a Educação Pública.

 

 

 

HU

 

A FASUBRA questionou sobre a crise nos hospitais universitários. O presidente afirmou que a parcela do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) prevista para liberação em agosto virá carimbada para a capital. “Se isso acontecer  é muito grave porque os hospitais dependem disso para a compra de medicamentos”, disse Tourinho. Também falou sobre a lentidão das contratações nos hospitais sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e dificuldade de funcionamento.

 

 

 

A FASUBRA fez uma análise de conjuntura a partir da  Emenda Constitucional nº 95 aprovada em 2016, mesmo diante da resistência dos trabalhadores técnico-administrativos em educação junto a outros setores do serviço público. A medida congelou por 20 anos os investimentos em políticas públicas e abriu caminho para as reformas propostas pelo governo Temer, superando a política neoliberalista da década de 90 no governo de Fernando Henrique Cardoso.

 

Para a Federação, as intenções do governo são claras quanto ao processo de desestruturação da Educação Pública, captação de recursos privado e extinção de repasse do Tesouro. “Trabalhadores e gestores estão cientes do desmonte e dos ataques que colocam em risco conquistas históricas”.

 

 

A FASUBRA comunicou a paralisação que será realizada no dia 14 de setembro em conjunto com docentes e estudantes em todo o país, para denunciar à sociedade os ataques do governo. Também pautou a criação de uma frente de resistência e mobilização para dialogar com a sociedade, considerando a questão tão grave quanto o que ocorreu na época da ditadura militar. A Federação destacou que o momento é de unidade e a universidade deve se transformar em um campo de debates convocando a sociedade civil.

 

Tourinho apontou a possibilidade de resistência a partir da unidade, mesmo diante das diferenças entre gestores e trabalhadores. “É necessário haver unidade entre os gestores e setores que têm compromisso com a educação pública”. Também afirmou que a ANDIFES permanece na busca de diálogo com o governo, construindo em segundo plano uma rede de defesa das instituições federais de ensino no Congresso Nacional. Segundo o presidente, será pautado o diálogo com a sociedade e a mídia brasileira sobre as consequências do congelamento e contingenciamento dos recursos e investimento das universidades.

 

  

 

Audiência pública REHUF

 

A FASUBRA acompanha no dia 30 de agosto da audiência pública para esclarecimento sobre a exclusão do Hospital São Paulo de recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF) e sobre a situação dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. O evento promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família acontece na Câmara dos Deputados, às 9h30min no Plenário 7. O ministro da Saúde, Ricardo Barros é convidado.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical