Fasubra Sindical

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SINDIFES promove debate sobre os Desafios da Educação Pública num Contexto de Crise no maior evento científico da América Latina

 

O objetivo da mesa é discutir os impactos dos cortes orçamentários e da instabilidade política na educação pública nas esferas municipal, estadual e federal, no dia 20 de julho, durante a SBPC.

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (SINDIFES) promove o Debate sobre “Os Desafios para a Educação Pública Brasileira num Contexto de Crise Política e Econômica”, no dia 20 de julho, às 9h, no auditório 2A do CAD I da UFMG, no Campus Pampulha. Ao final do evento será realizado um ato Em Defesa da Educação e Contra os Cortes Orçamentários que tem prejudicado as instituições de ensino.

 

O objetivo da mesa é discutir os impactos dos cortes orçamentários e da instabilidade política na educação pública nas esferas municipal, estadual e federal e como os trabalhadores (docentes e técnico-administrativos) e estudantes podem fazer o enfrentamento das políticas de precarização, terceirização e do estado mínimo para assegurar a qualidade do ensino.

 

Após a mesa redonda será realizado um Ato Em Defesa da Educação e Contra os Cortes Orçamentários no local onde está sendo realizada a 69º Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência com a finalidade de chamar a atenção dos participantes da reunião para a importância da luta unificada pela educação pública de qualidade.

 

Participam da mesa de debate a presidenta da CUT-MG e Sindiute-MG, Beatriz Cerqueira; a coordenadora da FASUBRA Sindical e do SINDIFES, Cristina del Papa; a representante do SindRede-BH, Luanna Grammont; o diretor do SINDCEFET-MG/ANDES, Antônio Arapiraca;a professora da UFMG e membro do Fórum Estadual Permanente de Educação, Anelise de Jesus da Silva, a diretora da UNE, Júlia Lousada; e o coordenador do DCE-UFMG, Gustavo Melo.

 

Outras informações pelo telefone (31) 3441-0868 ou na sede do Sindicato.

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Assessoria de Comunicação Sindical

SINDIFES

(31) 3441-0868

www.sindifes.org.br

 

 

SINT-IFESgo vai sediar o XXVI Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT

 

Evento acontece de 30 de setembro a  06 de outubro na Universidade Federal de Goiás (UFG) .

Goiânia-GO será a anfitriã do XXVI Seminário Nacional de Segurança dos Institutos Públicos de Ensino Superior (IPES) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). O evento realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (SINT-IFESgo), com apoio da FASUBRA Sindical acontece a partir do dia 30 de setembro a 06 de outubro na Universidade Federal de Goiás (UFG). O público alvo são os vigilantes de diversas universidades de todo o país.

Temas atuais

Na programação, serão abordados temas atuais como as consequências gerais das reformas, a segurança no contexto das reformas, a autonomia universitária e atuação da polícia nas instituições federais de ensino. Também será pauta de discussão a política na segurança da Fasubra, a experiência na UFG.

Serão ministrados mini-cursos sobre Criminologia: drogas e violência e Gênero e Assédio Moral. Serão realizadas atividades culturais e esportivas e no último dia acontece a eleição e posse da comissão organizadora para o próximo seminário.

Durante a reunião os coordenadores apresentaram os informes referentes a segurança nas universidades em que trabalham. Também foram unânimes sobre as demissões em massa de trabalhadores terceirizados nas instituições, entre os quais vigilantes, o que vem causando muita preocupação no interior das universidades e institutos.  

De acordo com a organização, “o concurso para o cargo de vigilante não acontece há mais de 20 anos; enquanto isso, ocorre um grande número de aposentadorias desses servidores. A demissão dos vigilantes terceirizados está sobrecarregando os poucos vigilantes efetivos que ainda restam nos quadros das IFES e EBTT”, denunciaram os organizadores.

 

Serviço

XXVI Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT

Data: 30 de setembro e 01, 02, 03, 04, 05, 06 de outubro

Local: Universidade Federal de Goiás (UFG) - SINT-IFESgo

Inscrições serão disponibilizadas em breve no site: http://www.sint-ifesgo.org.br/noticias/4966/

 

Mais informações: SINT-IFESgo

Telefone: 0xx (62) 3261-4465 / 3261-2149

E-mail:   O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

FASUBRA questiona interpretação do Ministério da Educação para redistribuição de cargos nas instituições federais de ensino

 

Para a CGGP, atualmente acontece uma prática indiscriminada das redistribuições.

 

A FASUBRA Sindical se reuniu com a equipe da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas do Ministério da Educação (CGGP/MEC) para discutir a interpretação da lei sobre a redistribuição de cargos, na tarde de quinta-feira, 13. Representaram a Federação os coordenadores Rogério Marzola, Eurídice Almeida, Neide Dantas, Edson Lima e Lázaro Rodrigues.

Desde abril de 2017, o Ministério da Educação (MEC) restringiu as redistribuições, alegando prioridade de preenchimento de cargo para concursados, e suspendeu as redistribuições de cargos vagos com concurso vigente em algumas instituições de ensino superior.

 

Consulta jurídica

De acordo com a CGGP, o fato aconteceu em decorrência de dúvidas sobre a redistribuição. Após consulta jurídica do MEC,  confirmou-se que a existência de concurso vigente na instituição que está cedendo o servidor (cargo já provido) não gera prejuízo algum ao provimento dos cargos vagos por concurso novo, portanto pode-se efetivar a redistribuição.

 

Questionamentos

A FASUBRA também questionou se é possível a redistribuição, quando há concurso em vigência e cargos vagos, com número de candidatos classificados inferior ao número de vagas. Segundo a CGGP, “estamos interpretando conforme a lei, que afirma a proteção da pessoa aprovada em concurso. Quando não tem pessoal aprovado em concurso, é a mesma coisa que não ter concurso vigente”, afirmou  Laércio Roberto Lemos de Souza, coordenador da CGGP. Portanto, também efetivar-se-á a redistribuição nesta situação.

 

Lista de espera x redistribuição

Entretanto, no caso de concurso em vigência em que os aprovados excederem o número de cargos vagos, (mesmo que não haja autorização do MPOG para provimento de todos), a posição de autorizar a redistribuição seguirá vetada pelo MEC.

De acordo com a CGGP, a prioridade é via concurso público, nesse caso não há previsão legal desta prática de separar algumas vagas para concurso público e vagas para a redistribuição. “A legislação é taxativa no que tange a redistribuição ser algo excepcional, porém, as instituições tratam isso como se fosse direito do servidor ou transferência pessoal, o que não deve ocorrer”, afirmou a representação do MEC.

Segundo a CGGP, não cabe a redistribuição, por causa do candidato em lista de espera, “temos recebido questionamentos referentes à redistribuição de candidatos em lista de espera”, afirmou.

Na ocasião, foi citado o caso de uma concursada que entrou com recurso solicitando a anulação de uma redistribuição, porque está em lista de espera, sendo taxativa de que entraria na justiça, segundo o representante do MEC

 

Interesse da administração

Para a CGGP, atualmente acontece uma prática indiscriminada das redistribuições. “Servidores fazem concurso em um local mais fácil de passar, para poder redistribuir. Isso não tem interesse público e afronta o artigo 37 da Lei nº 8.112/90, porque a redistribuição não deve ser utilizada com esse caráter, deve ser usada com um fim estritamente no interesse da administração, para ajustamento de lotação”, disse. Para a CGGP, a prática utilizada é de transferência, e a lei veda utilizar a redistribuição com caráter de  transferência.

O coordenador e equipe técnica afirmaram que as instituições devem fazer o processo de forma clara, que justifique o interesse real. Nos casos de doenças e outros casos, há outros instrumentos de acordo com a lei.

Ao final desse ponto da reunião, a FASUBRA reforçou a necessidade de esforço para a análise o mais breve possível dos processos que se encontravam parados, pois a demanda, segundo o próprio MEC, é de cerca de 200 novos processos por mês.

 

Descrição de cargos

A Federação aproveitou o momento para reiterar a necessidade de convocação da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC) e a reestruturação da descrição dos cargos, após o ofício em que o MEC orientou o retorno às descrições dos cargos ao Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE), regulamentado pela Lei nº 7.596 de 1987 . Entretanto, para essa resolução, será necessário posicionamento da SESu/MEC e Gabinete do Ministro, para a qual já solicitamos audiências através de ofícios que se encontram até o momento sem resposta.

Confira mais sobre o assunto - FASUBRA e Sinasefe se reúnem com o MEC para esclarecer ofício referente ao PCCTAE

 

 Entenda o caso

Quando o trabalhador técnico-administrativo em educação precisa mudar de instituição, geralmente recorre à redistribuição de cargos, prevista no artigo 37 da Lei nº 8.112/90, via Ministério da Educação (MEC). A medida é um importante instrumento de gestão de pessoas no âmbito das Instituições Federais de Ensino (IFEs), as quais gozam de autonomia administrativa.

 

Segundo a lei, o deslocamento do cargo efetivo ocupado ou vago do quadro geral de pessoal, só pode ser realizado para outro órgão ou entidade do mesmo Poder.

 

No final do mês de abril de 2017, a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGGP/MEC) apresentou uma interpretação que torna praticamente inviável a redistribuição. Para a FASUBRA, a medida fere a autonomia administrativa das IFEs, prevista constitucionalmente.

 

Em maio deste ano, mais de 300 servidores integrantes das carreiras Técnico-Administrativa em Educação (TAE), Magistério Superior e Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico de todo país, se mobilizaram para debater o tema, analisando leis, acórdãos, atos normativos e procedimentos sobre a redistribuição.

 

Além dos servidores, o grupo contou também com o apoio de Reitores, Pró-Reitores e dirigentes de diversas IFEs. O trabalho coletivo se destacou pela participação das entidades sindicais, como a FASUBRA, que protocolou junto ao Ministério da Educação (MEC) os Ofícios nº 096/2017 – SEC e nº 098/2017 - SEC, em junho de 2017, solicitando reunião.

 

A mobilização em torno do tema ainda continua, e segundo a Federação, permanecerá por um bom tempo. A cada dia novos servidores, gestores e entidades ingressam na equipe para contribuir e defender a redistribuição, por meio de discussões e ações democráticas, jurídicas e sinérgicas.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

Inscrições abertas para o VIII Seminário dos Motoristas Oficiais em Uberlândia-MG

 

Em uma conjuntura de ruptura democrática e retirada de direitos, os motoristas oficiais discutirão a conjuntura política e temas relacionados à carreira.

 

Uberlândia-MG vai sediar oitavo Seminário Nacional de Motoristas Oficiais das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) e Institutos de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), entre os dias 9 e 11 de agosto de 2017.

O evento promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (SINTET-UFU) ocorrerá no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e com apoio da Comissão Nacional de Motoristas, da FASUBRA Sindical e da universidade.

Em uma conjuntura de ruptura democrática e retirada de direitos, como as reforma da previdência, trabalhista, terceirização e outros ataques, os motoristas oficiais discutirão a conjuntura política, temas relacionados à carreira, às condições de trabalho, saúde e segurança e a organização política e sindical dos motoristas.

 

Para fazer a inscrição, os interessados deverão preencher o formulário clicando aqui e realizar o pagamento via depósito bancário. Em seguida, enviar o recibo para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

O valor da inscrição é de R$ 150,00, que incluem alimentação (Café da manhã, almoço e café da tarde) e o kit de participação.

Atenção: Aos primeiros 80 inscritos será concedida a gratuidade de hospedagem.

Acesse: www.sintetufu.org

 

Serviço

VIII Seminário dos Motoristas Oficiais

Data: 09 a 11 de agosto

Local: Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Com informações: Assessoria de Comunicação SINTET-UFU

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Redução orçamentária inviabiliza funcionamento das universidades a partir de setembro, afirmam FASUBRA e Andifes

 

Na ocasião, a FASUBRA denunciou que há várias universidades em pré-insolvência como é o caso da Universidade de Brasília (UnB), após o corte de 45%.

 

Os impactos da redução do orçamento das instituições federais de educação superior após a sanção da Emenda Constitucional 95/16, foi tema da audiência pública na manhã de quinta-feira, 13, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Foram convidados Ângela Maria Paiva Cruz, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Uberlando Tiburtino Leite, coordenador na Câmara de Administração e Planejamento do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF) e Geraldo Andrade, secretário Substituto da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC).

 

A FASUBRA Sindical participou da mesa de debates representada pelo coordenador geral Rogério Marzola. Acompanharam a discussão os coordenadores Neide Dantas, Eurídice Almeida, Edson Nascimento, Lázaro Rodrigues, técnicos administrativos dos sindicatos de base e trabalhadores terceirizados da Universidade de Brasília (UnB).

 

 

 

Redução dos recursos

A Federação considera a previsão orçamentária compatível com as necessidades, como um processo estratégico que envolve uma ampla interiorização do ensino no país. Principalmente a partir da universalização da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) sobre o acesso à educação básica, “isso repercutiu   na demanda das despesas primárias”.

 

Segundo Marzola, a partir da Emenda Constitucional 95/16 (antes PEC 55/16), a previsão de orçamento para 2017, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA), seriam os gastos de 2016, mais os restos a pagar, “o que deveria gerar congelamento de salários, auxílios e concursos, punindo os trabalhadores com o corte orçamentário”, afirmou.

 

 

A partir do contingenciamento de recursos públicos, a FASUBRA tem tentado a abrir um canal de diálogo com o governo federal. No dia 22 de fevereiro,  foi protocolado pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) um pedido de audiência pública para tratar do assunto. “Até então não houve nenhuma resposta”, afirmou Marzola.

 

Para a FASUBRA, o quadro atual é pior que a Emenda Constitucional 95/16, que reduz investimentos em políticas públicas. Na ocasião, Marzola denunciou a redução dos recursos nas universidades, “na LOA de 2017, o recurso foi subtraído em quase 7% a menos em relação a 2016. No âmbito do Ministério da Educação (MEC) isso significa R$ 4,3 bilhões, ou 12% de seu orçamento”, afirmou.

 


 

Inviabilidade do funcionamento das instituições

“Vivemos um quadro de falta de financiamento público, que inviabiliza as instituições a partir de setembro, a continuar com seu funcionamento normal, como pagar os contratos para os terceirizados, contas de água e energia”, alertou o coordenador. Para 2018, pode haver um agravo da situação, “isso gera insegurança, se será possível manter os projetos que estão em curso, o funcionamento precário das instituições e uma redução do quadro de funcionários”, disse Marzola.

 

Segurança nas instituições

A preocupação da FASUBRA em relação a segurança nas instituições diante do aumento significativo da ocorrência de estupro, por falta de trabalhadores nas universidades também foi apresentada. “Alunas têm trancado a matrícula por não poder estudar à noite, a exemplo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)”, denunciou o técnico-administrativo. “Em contrapartida, os recursos para o Fies e Prouni vem sendo mantidos, o ensino privado não está estrangulado. Mas é o ensino público que está sendo contingenciado”.

 

Pré-insolvência das universidades

Na ocasião, a FASUBRA denunciou que há várias universidades em pré-insolvência como é o caso da Universidade de Brasília (UnB), após o corte de 45%. O coordenador apresentou dados do Portal da Transparência referente ao corte na (UnB) de 2014 a 2017 que representa um terço.  

 

 

 

UnB (gastos)

2014

R$ 1,5 bilhões

2015

R$ 1,5 bilhões

2016

R$ 1,6 bilhões

2017

R$ 0,5 bilhões


“Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o hospital de clínicas foi excluído do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), como se não fosse público,  isso significa fechar emergência e reduzir leitos públicos”.

 

A maior federal do país, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no site da instituição, verifica-se que em 30 meses foi subtraído cerca de R$ 150 milhões de seu financiamento. ” Isso é o resultado do corte que compromete as contas das universidades, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM ) ocorrem demissões desde abril”, disse Marzola.

 

Tratamento diferenciado

O coordenador explicou que as instituições não têm o benefício de tarifas especiais de energia aplicadas para os setores da agricultura e indústria. “As universidades têm um tratamento diferenciado do ponto de vista de não ver sua importância reconhecida, não tem nenhum benefício, pagam tarifas cheias”.

 

Recursos subtraídos

Para a FASUBRA, o corte tem levado algumas instituições a tentar captar recursos próprios, como exemplo a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). De  2008 ao final de 2017 a arrecadação de recursos próprios passou de R$ 11 milhões para R$ 95 milhões.

 

Aparentemente, pode-se pensar que as universidades conseguiriam resolver o problema orçamentário a partir dos restos a pagar e da captação própria. Mas o secretário de Educação Superior, professor Paulo Baroni, encaminhou a algumas universidades, em específico ao conselho superior da universidade de Juiz de Fora uma orientação que diz o seguinte: -  “ A metodologia adotada pelo planejamento para distribuição dos recursos para a LOA, de conhecimento prévio de todos os reitores das universidades, consiste em reduzir o compromisso do Tesouro Nacional na provisão de recursos, em função da previsão de receitas próprias”.

 

Para a FASUBRA é explícita a tentativa do Tesouro de reduzir recursos,  e segue nas palavras do secretário: “dito de outra forma, isso significa que os recursos advindos de receitas próprias são subtrativos e não suplementares segundo o provimento executado pelo Ministério do Planejamento”. Ou seja, as instituições que estão procurando recursos próprios, na verdade, tem os recursos subtraídos do repasse do Tesouro Nacional, está explícito e assinado que a lógica do Tesouro é não mais desembolsar recursos para as universidades, denunciou Marzola.

 

Por isso, a FASUBRA compareceu à audiência na tentativa de construir uma Frente Parlamentar em Defesa da Educação Pública e das Universidades e Institutos Federais. “Na situação atual não é possível, a partir de setembro e muito menos em 2018,  manter o ensino superior público neste país”.

 

Andifes

 

Segundo Ângela Maria Paiva Cruz, as universidades federais representam 90%  do desenvolvimento de produção científica e tecnológica no país . “Vivemos um momento bastante salutar, de 2013 viemos de uma expansão grandiosa nos sistema e permitiu crescimento e muitas oportunidades para os jovens brasileiros, junto com políticas de democratização de acesso e permanência para os estudantes”.

 


 

 

Porém, diante da redução do orçamento das universidades federais, apresentou os impactos da medida. Em 2017 o custeio das universidades foi reduzido em R$ 1,7 milhões, os investimentos tiveram uma queda de R$ 40,1 milhões, totalizando R$ 11, 2 milhões dos recursos das universidades. “ As perdas são bastante significativas”, afirmou Angela.

 


 

 

O orçamento atualizado que é a soma da Lei de Orçamento Anual (LOA) de 2016, mais o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o crescimento do sistema trabalhado pela Andifes junto ao MEC, teve uma perda de 11,8%, o corte nos investimentos foi de 46,2%.

 

 

Contingenciamento

 

 

 

O total do limite de orçamento não liberado pelo governo em 2017, foi de 35%. O limite liberado para custeio foi de 70%, tendo contingenciado 30%. Apenas 40% foram liberados para investimentos. “A defesa e nosso trabalho é pela liberação de 100% do limite de capital e de custeio. De acordo com a comissão de orçamento, mesmo liberados os 100% muitas universidades não cumprirão seus compromissos”, lamentou a presidente.

 

Impactos da redução nos recursos de custeio

De acordo com Angela, os impactos da redução nos recursos de custeio são a diminuição da força de trabalho nas instituições, dificuldade para manutenção das instituições como o pagamento de energia elétrica, água e outros, e a dificuldade para manutenção dos cursos, como a aquisição de materiais de consumo, diárias e passagens para aulas de campo e outros.

 

Impactos da redução nos recursos de investimento

A presidente disse que os impactos da redução de investimentos geram a paralisação de obras fundamentais para consolidação da expansão e novos campi, como prédios de salas de aula, laboratórios. Também a redução na aquisição de equipamentos para consolidar a implantação dos cursos e redução na aquisição de livros para consolidar a implantação dos cursos.

 

Na ocasião, Angela solicitou empenho dos parlamentares para consolidar a proposta da Andifes de correção pelo IPCA do período 2016/2017 e correção do crescimento do sistema nos dois anos. “Essa é a nossa luta, por uma educação forte, pública, gratuita, de qualidade, inclusiva e laica para todos os brasileiros”, finalizou a presidente.

 

 

CONIF

De acordo com o CONIF, houve um aumento em 2014 dos Institutos Federais. Atualmente são  644 unidades em todo país. A rede federal de educação atua desde o educação infantil ao nível superior. Em 2016, as matrículas eram 800 mil, 60% das vagas são de ensino médio.

 

Uberlando Tiburtino Leite, coordenador na Câmara de Administração e Planejamento do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF) afirmou que ao comparar  o Brasil com países desenvolvidos, se percebe  a necessidade de muito mais investimento  na educação profissional. “Para que a gente consiga chegar próximo desses países, que têm uma educação profissional forte e uma economia forte”.

 

 


 

 

O orçamento e investimento da rede federal, segundo o coordenador, teve uma queda acentuada a partir de 2016. Em 2017 com o corte, os institutos receberam R$ 291 milhões. “Isso é muito pouco para 606 unidades em funcionamento”, disse Leite.  De 2014 a 2017 o investimento por aluno caiu em 24%, a assistência estudantil também sofreu uma queda. Segundo o CONIF, a maioria dos alunos é pobre e precisa de investimento para permanecer.

 

MEC

De acordo com o secretário Geraldo Andrade, o governo fez um resgate do orçamento e regularizou repasses. Fez uma apresentação do primeiro ano de gestão do ministro Mendonça Filho.

 

O secretário advertiu que o orçamento público disponível para todos os ministérios, “é tudo aquilo que é arrecadado, se faz uma projeção para o ano seguinte e se houver qualquer momentânea retração econômica, o orçamento tem que ser equilibrado”, para justificar os cortes. Questionou como atender os anseios de todos os ministérios ao mesmo tempo, diante da ligeira retração econômica em curso, afirmando que o orçamento programado será menor que do ano anterior.

 

Andrade disse que o orçamento do Ministério da Educação não caiu, ao contrário, obteve um aumento de R$ 138 milhões em 2016 para R$ 142 milhões em 2017.

 

 


 

 

Segundo o secretário, o orçamento é discricionário, não depende só da vontade do MEC, ou dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda. “Depende da arrecadação nacional. O MEC é o ministério que menos sofre prejuízo, porque consegue defender as ações propostas”, finalizou.

 

 

A FASUBRA rebateu as afirmações contestadas por dados do próprio MEC.  O corte na LOA de 6,4%, segundo Rogério Marzola, compromete o funcionamento em questões mais básicas e a manutenção dos terceirizados nas universidades. “Vejo o tratamento com os terceirizados como se fossem insumos, um recurso, ou um equipamento. E eles são pessoas que têm famílias e cumprem dentro da universidade um papel que é estratégico, porque não tem universidade se não tiver segurança, manutenção, conservação, asseio , limpeza”, advertiu o coordenador.

 

Para a Federação, a preocupação da comunidade universitária é que o projeto de Estado colocado em curso, “é um projeto que caminha na lógica de uma educação 100% privada ou no mínimo 100% não financiado pelo Estado”, finalizou.

 

Assista na íntegra a audiência aqui!

 

 

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical