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FASUBRA SOLICITA QUE MEC TRABALHE PELA MELHORA DA PROPOSTA OFERECIDA

Depois de receber a proposta do governo para um percentual de 15% em três anos, a FASUBRA já se movimenta para que a proposta esteja de acordo com as expectativas da categoria. Nesse sentido, solicitou hoje (08) ao Ministério da Educação (MEC) que defenda o aumento do percentual, altere o step e realize uma agenda para garantir os outros pontos da pauta da greve.

A reunião realizada na sede do MEC, em Brasília, contou com a presença de Janine Teixeira, Paulo Henrique dos Santos, Gibran Ramos, Rosângela Costa e João Paulo Ribeiro pela direção nacional da FASUBRA. Pelo MEC, o ministro Aluizio Mercadante, o secretário executivo da pasta Cláudio Paim e o secretário de Educação Superior Amaro Lins.

Mercadante disse que a categoria recebeu um tratamento diferente e isso tem que ser considerado. "A leitura que tem que ser feita é que vocês foram tratados com grande deferência, sendo chamados antes que outras categorias para a negociação. Assim como já fiz, vou trabalhar para avançarmos, mas vocês precisam se esforçar para que haja acordo", ponderou o ministro.

Para o ministro a categoria de técnico-administrativos tem que aproveitar essa possibilidade apresentada. Diante disso, os representantes da Federação informaram que tem total interesse de negociar, mas sem admitir perdas para a categoria. "Temos consciência de que o acordo é a melhor opção. Isso era o que buscávamos desde o começo. Entretanto, não podemos aceitar um reajuste pequeno e desprezar os outros itens da nossa pauta de negociação. Temos intenção de fechar acordo, mas a proposta tem que ser bem melhor", afirmou a FASUBRA.

A federação lembrou que existem, ainda, mais questões a serem resolvidas. "Queremos também ter uma agenda para garantir que a aplicação de todos os pontos que, por ventura, não puderem ser contemplados nessa proposta, sejam cumpridos em prazo determinado, sem perdas para os técnico-administrativos", concluiu a direção nacional.

No final da reunião, o ministro reforçou a sua posição em ajudar a categoria em ter uma proposta mais próxima do que querem os técnicos. A próxima reunião para tratar do assunto será no MPOG, sexta-feira (10).

Por João Camilo
Jornalista

FORÇA E ESTRATÉGIA DO MOVIMENTO FAZ GOVERNO APRESENTAR CONTRAPROPOSTA

Depois do grande empenho da direção nacional da FASUBRA e do Comando Nacional de Greve (CNG), finalmente o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), convidou a federação para apresentar uma contraproposta, que, apesar de insatisfatória, já configura uma vitória e demonstra  a força da greve da FASUBRA. A reunião aconteceu na última segunda-feira (06).

Representando os trabalhadores técnico-administrativos em educação pela FASUBRA Janine Vieira, Paulo Henrique dos Santos, Gibran Ramos, Rosângela Gomes e João Paulo Ribeiro. Pelo CNG estiveram  Rodolfo Santos (UFRJ), Celso Carvalho (APTAFURG), Francisco Pierre (SINTUFCE). 

A Federação foi recebida pelo secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento Sérgio Mendonça e pela secretária adjunta  Marcela Tapajós e Silva. Também participaram da mesa o secretário de Educação Superior Amaro Lins e Dulce Maria, representando o Ministério da Educação (MEC). 

Antes ainda da reunião começar, o Governo resolveu intervir na decisão da FASUBRA de levar representantes das bases para a mesa de negociação. O MPOG tentou impedir a participação de três integrantes do CNG, previamente escolhido por sorteio para participar da reunião, alegando que só receberia a direção nacional da Federação. Isso causou tensão e atraso na reunião. A questão só foi resolvida depois de contatos com parlamentares que apoiam o movimento. 

Os coordenadores da FASUBRA foram firmes. “Se nossas bases não participarem não haverá reunião. Somos responsáveis por quem vai nos representar. Acaso intervimos junto ao Governo, escolhendo quem negociaria conosco pelo MPOG?”, argumentou a direção. Mendonça cedeu e convidou os representantes do CNG. 

A reunião então seguiu com o governo federal oferecendo uma proposta de reajuste salarial de 15,8% parcelado em três vezes até 2015. Pela proposta, os técnico-administrativos receberão 5% de reajuste em 2013, mais 5% em 2014 e outros 5% em 2015, resultando um aumento cumulativo de 15,8% sobre os atuais salários. “A proposta vai atingir 182 mil técnico-administrativos das universidades e institutos federais e gerar um impacto de R$ 1,7 bilhão em três anos no orçamento da União. Esse é o nosso limite até então”, acrescentou Mendonça.

PARLAMENTARES PEDEM QUE O MPOG RECEBA A FASUBRA ANTES DO DIA 1

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Mais de 20 deputados federais participaram do encontro

Os parlamentares das Comissões de Educação e Trabalho e Serviço Público da Câmara dos Deputados se reuniram, na manhã desta quarta-feira (1º), com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Miriam Belchior, para tratar da greve nas Universidades Federais. A reunião teve como objetivo a busca de uma resolução para o impasse entre o Governo Federal e os servidores técnico-administrativos das universidades brasileiras, como também, nas negociações com os docentes das Universidades e Institutos Federais de Educação.

Além dos presidentes da CEC e da CETASP, Newton Lima e Sebastião Bala Rocha, respectivamente, participaram da reunião o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sergio Mendonça, e os deputados Antonio Carlos Biffi, Fátima Bezerra, Professora Dorinha Seabra, Kleber Verde, Afonso Florense, Policarpo, Manoel Junior, Paulo da Força, Eudes Xavier, Vicente Selistre, Alice Portugal, Nilson Leitão, Jandira Feghali, Efrain Filho, Reginaldo Lopes , Chico Alencar, entre outros. 

Em relação aos servidores técnico-administrativos, a deputada Alice Portugal, relatou que os servidores reivindicam um aumento do piso que passe para três salários mínimos, além de um “step”, ou seja, um internível de 5% entre os níveis da carreira. Outro ponto importante da pauta de solicitações dos técnicos é a reestruturação da carreira que não contou com grandes mudanças ao longo dos últimos anos.

Já são dois anos sem qualquer reajuste, inclusive com acordos assinados e inconclusos, em especial o acordo de 2007, que não foram totalmente compridos e/ou concluídos. Na oportunidade, a deputada fez um pedido, a ministra Miriam Belchior, para que os dirigentes da FASUBRA, representando os servidores técnico-administrativos, fossem recebidos antes do dia 13 de agosto, data definida pelo Ministério do Planejamento para apresentação das propostas as categorias.

Os parlamentares colocaram-se a disposição do governo para ajudar a superar o impasse e solicitaram à Ministra que, a exemplo do que foi feito para com os professores, fosse apresentada uma proposta aos trabalhadores técnico-administrativos em educação a fim de que as atividades das instituições sejam retomadas o quanto antes. Os deputados também pediram uma solução conjunta para os professores e os técnico-administrativos das universidades, que apresentaram propostas de reajuste salarial diferentes para o governo. Segundo os parlamentares, o atendimento de apenas uma das categorias não acabaria com a paralisação das aulas nas universidades. Os técnicos estão em greve desde 11 de junho.

No que se refere aos docentes das Universidades e Institutos Federais, a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou  que a intenção do governo é reforçar o aspecto da titulação, com foco na qualidade da educação, uma imposição do momento nacional, afirmando que a proposta apresentada aos docentes “é o limite por parte do governo, sendo diferenciada em relação a qualquer outra categoria, pois, é um entendimento da Presidente Dilma". Afirmou ainda não ser possível fazer proposta similar para nenhuma outra categoria do serviço público.

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Os técnico-administrativos fizeram vigília no MPOG durante a reunião

Sobre os técnicos administrativos a ministra afirmou que a categoria recebeu reajuste real nos últimos anos e que as reivindicações apresentadas pela categoria jogariam a folha de pagamento desse segmento que, hoje, é de R$ 10 bilhões de reais para R$ 27,7 bilhões de reais por ano. Na oportunidade, observando a situação da economia e do país, levantou um questionamento “como negociar, com alguém que quer triplicar o salário e que começou a greve em maio?”.

Por outro lado, a ministra demonstrou contentamento por saber da disponibilidade da FASUBRA em negociar, mas ressaltou que “a proposta que será apresentada, e que é possível, é muito inferior às reivindicações da categoria”, assumindo o compromisso de abrir uma conversa com a Federação, mesmo sem a possibilidade de apresentar algo concreto.

Por João Camilo
Jornalista

Fotos: João Camilo/ASCOM FASUBRA
Luciano Ribeiro/ASCOM MPOG
Colaboração de texto: ASCOM Parlamentares

A CANÇÃO DA GREVE: “Dilma, negocia com os grevistas”

 
A Federação de Sindicatos de Trabalhadores técnico-administrativos das Universidades Brasileiras (FASUBRA) parodiou desta vez, a canção Sociedade Alternativa, bastante conhecida pela interpretação de Raul Seixas.

A música que leva na letra o refrão “Dilma, Dilma, Dilma negocia com os grevistas” fez sucesso durante os últimos atos do Comando Nacional de Greve. Até os servidores de órgãos como MEC e MPOG, local onde foram realizados atos com carro de som, decoraram e estão cantando as palavras de ordem.


Companheiro Técnico-administrativo, divulgue! 
A orientação da Federação é estimular o compartilhamento do “Dilma, negocia com os grevistas” nas redes sociais. Por isso, conclama a todos que usem seus perfis de Facebook, Twitter (entre outros) para divulgar o jingle. 
Por João Camilo 
Jornalista
Clique no link e assista: 
https://www.youtube.com/ watch?v=jfspJjaE2P4&feature=player_embedded

TRABALHADORES RESPONDEM SILÊNCIO COM MAIS UMA MARCHA

Após o adiamento da reunião com o governo na manhã de terça-feira (31), os representantes de todas as categorias em greve no país marcharam na Esplanada dos Ministérios, inclusive a FASUBRA.

A reunião que estava marcada para o dia 31, era o prazo que o governo tinha proposto para apresentar ao conjunto dos servidores, uma proposta de orçamento a respeito das demandas dos trabalhadores. A presidente Dilma transferiu a reunião para o dia 13 de agosto.

A decisão não agradou os servidores que se reuniram em frente à Catedral e marcharam até o Ministério da Fazenda. Lá cobraram uma posição do Governo. Em um dos quatro carros de som se ouvia, "tem dinheiro pra banqueiro, tem que ter pra educação". Mais de duas mil pessoas participaram do ato.

Para a FASUBRA os movimentos de rua marcam a posição dos trabalhadores em não esmorecer diante da omissão do governo. "Não nos cansaremos. Se o governo se omite, se silencia, nós respondemos com a força dos trabalhadores na rua ", salientou a Federação. 

Por João Camilo
Jornalista