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ATO NO MEC: NÃO HAVERÁ MATRÍCULAS NEM VESTIBULAR

FASUBRA e Comando Nacional de Greve decidem por não realizar as matrículas dos estudantes aprovados na última seleção e não realizar o próximo vestibular enquanto o governo não negociar. O anúncio foi feito oficialmente na última quinta-feira (26) em frente ao Ministério da Educação (MEC).

O objetivo era dar visibilidade à decisão de não realizar vestibular e nem matrículas desse ano em todas as universidades do país, por causa da posição do governo em não apresentar nenhuma proposta para a categoria. A ação foi amplamente divulgada pela mídia em jornais, TV e rádio. "A intransigência do governo é a verdadeira culpada desse processo", informou a Federação.

A greve atinge também as demais atividades dos técnicos e não tem prazo para término. “Ficaremos com o vestibular, as matriculas e as demais atividades paralisadas por tempo indeterminado, até o governo abrir uma mesa de negociação com a categoria”, afirmou a FASUBRA.

No final da tarde os representantes foram recebidos pelo secretário de Educação Superior do MEC (SESU) Amaro Lins. “Sou testemunha de que o ministro Mercadante tem se esforçado pela causa dos Técnico-Administrativos em educação. Estamos trabalhando por um proposta”, afirmou o secretário.

Hoje, o ministro Aluízio Mercadante, entrou em contato por telefone com a FASUBRA solicitando uma reunião para segunda-feira.

Por João Camilo
Jornalista

SE NÃO NEGOCIAR, NÃO TEM MATRÍCULA NEM VESTIBULAR!

Os Técnico-administrativos em Educação estão em GREVE nacional há 44 dias nas 59 Universidades Federais do País. Nossa greve é forte e ocorre em uma conjuntura em que diversos segmentos do serviço Público federal se mobilizam contra o arrocho salarial imposto pelos governos dos últimos anos. Embora com pautas diferenciadas, existe greve no serviço público. 

Os trabalhadores não têm sido tratados com o devido respeito pelo governo, que tem se negado a apresentar para o conjunto, propostas que pelo menos recupere a inflação do período. A greve se dá pela falta de compromisso dos governos LULA e DILMA (PT) em tratar com seriedade a nossa pauta. A FASUBRA foi recebida em 52 reuniões desde 2007, mas o governo sequer apresentou contra proposta. Nós trabalhadores da educação, recebemos os menores salários do serviço público, em total falta de consonância com a propaganda oficial de valorização da educação. 

A presidenta Dilma, ao invés de negociar, o que seria a atitude correta diante da responsabilidade que lhe foi conferida, tem agido com truculência, procurando derrotar os trabalhadores através de atos administrativos, sem entender que derrotando os trabalhadores do serviço público, está na verdade derrotando os milhares de brasileiros e brasileiros que dependem de serviços públicos de qualidade. 

A FASUBRA já vem experimentando a intransigência e a truculência do governo que “não negocia com grevistas”. Na greve passada o governo judicializou e criminalizou nosso movimento e nesta greve tem aprofundado iniciativas nesse sentido, encaminhando orientação de corte de ponto para trabalhadores em greve, mesmo não havendo um julgamento das greves em curso, quando o seu papel seria buscar resolver o conflito através do diálogo, da negociação e apresentação de proposta. 

Por fim o governo Dilma encaminhou Decreto 7.777 de 24 de julho de 2012, determinando que os Ministros de Estado substituam trabalhadores em greve, enquanto essas perdurarem. O decreto traz um flagrante ato de prática antissindical. Nem mesmo os governos anteriores, declaradamente neoliberais, tiveram essa tal ousadia. 

Este Decreto além de ser uma afronta ao nosso direito de greve e a autonomia da Universidade, deixa claro o desrespeito do governo para com trabalhadores, nos tratando como objetos descartáveis prontos a serem substituídos a qualquer momento.

Substituir periodicamente trabalhadores, seja qual for à função que eles exercem, compromete os serviços públicos e põe em risco à vida população. Qualquer incidente que ocorrer nesse período é de responsabilidade do governo. Nossa resposta deve ser a que sabemos dar: mais luta e mobilização. Nenhum técnico será substituído, nossa greve não será desmontada. Se o governo sabe radicalizar nós também sabemos. Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das IFES exigem respeito. 

O Governo quer dividir os trabalhadores

Nas Universidades nossa greve tem ocorrido em paralelo a Greve nacional dos docentes e estudantes e temos apontado para a construção de atividades unificadas. Essa opção na unificação de ações, no entanto nunca significou para a FASUBRA o abandono de nossa pauta especifica. Temos greves diferentes, mas construímos coletivamente a greve na educação.

O Governo, no entanto tem feito o possível para nos dividir, recebendo apenas o segmento docente, desconsiderando os trabalhadores técnico-administrativos. Consideramos que uma possível vitória do movimento docente, como de qualquer outra categoria é também uma vitória dos trabalhadores em greve.

A greve da FASUBRA seguirá firme e seremos vitoriosos se lutarmos juntos. Reafirmamos que o semestre não será iniciado se o governo não apresentar proposta concreta. 

Nossa categoria não se calou, ocupou reitorias e avança na radicalização do movimento. Demos na rua a resposta à atitude truculenta do governo e com nossa mobilização conseguimos arrancar reunião para o conjunto de trabalhadores em greve. 

É hora de demonstrar para o governo e a sociedade que sem os Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação as universidades não funcionam. Não temos medo de ameaças: a Greve continua até que nossa pauta seja atendida.


A GREVE CONTINUA,
ATÉ A VITÓRIA!

MARCHA UNIFICADA DE SERVIDORES: FASUBRA COBRA NEGOCIAÇÃO

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A Marcha Unificada dos servidores federais, com participação da FASUBRA, interditou completamente a Esplanada dos Ministérios no trecho entre a Catedral e o Congresso Nacional, na manhã desta quarta-feira (18). As seis faixas da via, no sentido Congresso, foram bloqueadas pelos mais de vinte mil servidores que participaram do protesto. 

Eles estavam acampados no gramado central da Esplanada desde segunda-feira (16). Apesar dos relatórios contrários ao êxito do movimento, hoje se consolidou a força da greve de 2012. “Quem não acreditava, conseguiu visualizar a organização e força da nossa mobilização”, informou a Federação. 

A grande imprensa esteve presente e registrou a luta dos trabalhadores e servidores. Só no período do evento, mais de 17 veículos cobriram a marcha. Entre eles nove equipes das principais TVs e quatro grandes jornais impressos de circulação local e nacional.  

Carros de som, faixas, apitos, vuvuzelas fizeram parte do processo. A FASUBRA mais uma vez se destacou na Marcha levando para a Esplanada uma bateria que reforçou os gritos de ordem. O grande mote usado desta vez foi “CHEGA DE ENROLAÇÃO. NEGOCIA DILMA! 

Confira a cobertura fotográfica completa em nossa galeria de fotos.

Por João Camilo 
Jornalista

NÃO HAVERÁ MATRÍCULAS NEM VESTIBULAR

SEM VEST

 Greve dos Técnicos-Administrativos:

Não haverá matrículas nem vestibular

FASUBRA e Comando Nacional de Greve decidem por não realizar as matrículas dos estudantes e não realizar o vestibular enquanto o governo não negociar. Será feito um anúncio oficial em frente ao MEC.

 

Amanhã (25) a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) e do Comando Nacional de Greve (CNG) farão uma manifestação no Ministério da Educação (MEC), a partir das 14h. O objetivo é dar visibilidade à decisão de não realizar vestibular e nem matrículas desse ano em todas as universidades do país.

 

A medida foi tomada ontem pela FASUBRA e CNG, depois da decisão do Governo de não oferecer proposta à categoria. "A intransigência do governo é a verdadeira culpada desse processo", informou a Federação. 

 

A greve atinge também as demais atividades dos técnicos e não tem prazo para término. “Ficaremos com o vestibular, as matriculas e as demais atividades paralisadas por tempo indeterminado, até o governo abrir uma mesa de negociação com a categoria”, afirmou a FASUBRA.

 

Mais informações à Imprensa

João Camilo Júnior
Assessor de Imprensa – FASUBRA Sindical
(61) 9271-5047 (61) 3349-9151 Ramal:214
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

FASUBRA E CNG FECHAM O MPOG E MOSTRAM FORÇA A DO MOVIEMENTO

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) e do Comando Nacional de Greve (CNG) bloquearam hoje (19) todas as entradas do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão.

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Circo Acampamento: centro de decisões do CNG na Esplanada dos Ministérios

Acampados desde as 5h da manhã nas quatro portas (duas principais e duas da garagem), centenas de manifestantes impediram a entrada dos servidores que chegavam para trabalhar. A decisão da ação partiu de uma reunião do CNG no circo montado na Esplanada dos Ministérios.

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Portas bloqueadas: ninguém entra

A maioria dos servidores que trabalham no edifício foram sensíveis ao pleito dos trabalhadores técnico-administrativos e se solidarizaram com a greve não forçando a passagem. “Entendemos que a greve é a última saída das categorias que não conseguem diálogo com o governo”, afirmou um servidor do MPOG que não quis se identificar por motivos óbvios. “A educação no Brasil precisa ser valorizada. Não só concordamos, como apoiamos o movimento”, disse outra servidora.

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Vagas de sobra: com as entradas fechadas pelos trabalhadores, o estacionamento que costuma ficar lotado, ficou assim

Agressividade
Logo no início da manhã, policiais militares do DF chegaram para tentar coibir o movimento. Alguns trabalhadores, segundo a coordenação do ato, foram feridos no confronto. “Nossa manifestação é pacífica. Não iremos aceitar agressão física. Somos trabalhadores, só queremos ser respeitados e valorizados”, desabafou um manifestante agredido mostrando as marcas do cassetete.

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Momento de confronto

O policiamento é ostensivo. Dezenas de carros cercam o local do ato e o contingente faz barreira onde os trabalhadores realizam o protesto. “Não vamos nos intimidar. Nossa luta é legítima e sem violência. Estamos defendendo não só a nossa carreira, mas o futuro da educação no Brasil”, ponderou o CNG.

Confira a cobertura fotográfica completa em nossa galeria de fotos. 

Por João Camilo
Jornalista