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17 de maio - Dia Internacional de Combate à Homofobia

 

Neste ano, a FASUBRA entrevistou a professora de psicologia Tatiana Lionço, uma das criadoras do projeto Escuta Diversa, da Universidade de Brasília (UnB).

 

Símbolo da luta pela diversidade sexual, o dia 17 de maio é conhecido como o Dia Internacional de Combate à Homofobia. A FASUBRA Sindical reafirma a luta contra todo e qualquer tipo de preconceito e aversão àqueles que escolheram assumir sua sexualidade, por meio da campanha Nacional Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT), pela “Unidade na Diversidade”.

 

Neste ano, a FASUBRA entrevistou a professora de psicologia Tatiana Lionço, uma das criadoras do projeto Escuta Diversa, da Universidade de Brasília (UnB). Para articular e fortalecer a rede de proteção à comunidade LGBTT da universidade, o projeto se estabeleceu como um serviço interdisciplinar.

 

Em construção desde 2016, o Escuta Diversa está em fase de cadastramento como projeto de extensão, coordenado pelas professoras Tatiana Lionço (psicóloga) e Lívia Barbosa (serviço social).

 

Parceria

O objetivo do projeto é contribuir para a efetiva implementação do Programa de Combate à LGBTfobia (2012) e o Plano de Respeito à Diversidade (2016), atuando em parceria com a Diretoria da Diversidade (DIV/DAC), criada em 2013, segundo Tatiana.

 

“A lógica do Escuta Diversa é a permanente escuta ampliada de relatos de violência LGBTfóbica no contexto universitário, abrangendo todos os segmentos da comunidade, estudantes, técnico-administrativos e docentes”, afirmou a professora.

 

DesaBAPHO

Nas dependências do campus também acontece o DesaBAPHO. São rodas de conversa alinhadas a preceitos da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e da Terapia Comunitária. “Temos também mediado rodas de conversa sobre violência de gênero, promovidas por estudantes da universidade”, disse Tatiana.

 

Teatro do Oprimido

Como desdobramento dos DesaBAPHOs, em 2017 começou outra ação estratégica do Escuta Diversa, em parceria com a DIV. “São intervenções estético-políticas para mobilizar toda a comunidade universitária a refletir sobre violências, visando a ressignificação das representações sobre diversidade sexual e potencialmente promovendo a prevenção da reincidência das violências”.

 

De acordo com a professora, isso é feito por meio do Teatro do Oprimido, que reúne estudantes, técnicos e docentes na construção permanente de "cenas de opressão", passíveis de questionamento público em diferentes espaços de circulação na instituição.

 

O Escuta Diversa não tem por enquanto trabalhado com indicadores estatísticos, mas promove espaços dialógicos para romper o silêncio institucional sobre violências na UnB.

 

Relatos

Os DesaBAPHOs já foram realizados em quatro campi, as violações relatadas são relacionadas ao "epistemicídio", são estudantes que relatam a falta de incentivo a produzir estudos específicos sobre questões LGBT. “Também sofrem assédio decorrente da condição lésbica ou bissexual, sobretudo por mulheres, exclusão de grupos em função da condição homossexual e discursos LGBTfóbicos em sala de aula, justificados por posicionamentos teóricos ou mera opinião pessoal de docentes”, disse Tatiana.

 

Para a psicóloga, a universidade tem sido palco de expressões LGBTfóbicas, sexistas e racistas por meio de trotes universitários, e cenário de expressão do discurso de ódio em inscrições em paredes, “tal como a recente apologia ao estupro coletivo e ameaça dirigida a estudante em parede da FGA”, disse.

 

Dignidade humana

 

A FASUBRA reforça que ações de assédio, humilhação e agressões não justificam comportamentos que ferem os direitos de cada indivíduo. O diálogo deve apontar o caminho para que haja inclusão, tolerância e entendimento.

 

Principalmente no ambiente de trabalho, a luta permanece pelo respeito à dignidade da pessoa humana. Assim como em qualquer outro ambiente, no serviço público também existem pessoas com diferentes orientações sexuais, que merecem todo o respeito, sendo um fator primordial para uma boa convivência na diversidade do espaço do trabalho.

 

Os espaços sociais e sindicais devem pautar o respeito aos companheiros de orientação homossexual, buscando a efetividade dos mesmos direitos conquistados por cada cidadão em luta por direitos humanos básicos elementares e essenciais.

 

A FASUBRA defende o estudo de gênero e sexualidade nos espaços de aprendizagem para formação do indivíduo, por meio do respeito e tolerância pelo que é diferente.

 

Violação

De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), neste ano até o início de maio, 117 pessoas foram assassinadas no Brasil por questões homofóbicas, isso significa um assassinato a cada 25 horas.

 

A homofobia não deve ser maior que a pessoa humana!

 

FASUBRA Sindical - Unidade na diversidade