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1º de Maio: reformas em curso ameaçam os direitos dos trabalhadores

 

 

 

Dia do trabalhador é marcado pelo levante contra o retrocesso.

 

1º de maio, Dia do Trabalhador, é dia de lembrar que a luta do trabalhador permanece incansável e vigilante pela manutenção e ampliação dos direitos, atualmente ameaçados pela “crise”. O momento é de reflexão, cidadania e união popular, principalmente diante das ameaças de retirada de direitos, como as Reformas da Previdência e Trabalhista e a aprovação da Terceirização.

 

Ao longo dos anos a classe trabalhadora se organiza pelo fim da exploração e por melhores condições de trabalho. Foram diversas greves em que trabalhadores enfrentaram a repressão do Estado, muitos foram presos e mortos, para garantir direitos hoje ameaçados.  

 

Jamais a história de luta deve ser esquecida, principalmente em momentos de crise econômica em que a classe trabalhadora é a mais afetada. Nesse sentido, os trabalhadores nunca baixaram a guarda, mas seguiram firmes no propósito da transformação social.

 

Vale destacar que atualmente em tempos de “crise”, o mercado financeiro comemora. O lucro dos maiores bancos brasileiros (Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander) atingirá R$ 14,9 bilhões nos primeiros três meses deste ano, segundo notícia veiculada no jornal Valor Econômico no dia 25 de abril.

 

Inclusive, os mesmos bancos e outras empresas brasileiras devem à Previdência Social. A dívida corresponde por quatro vezes o déficit do setor que é de R$ 149,7 bilhões em 2016. Na lista estão Caixa Econômica Federal (R$ 549 milhões), Banco do Brasil (R$ 208 milhões), Bradesco (R$ 465 milhões) e o Itaú Unibanco (R$ 88 milhões). Ao todo são R$ 426,07 bilhões em dívidas, de acordo com o levantamento feito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

 

As justificativas de ajuste fiscal do governo penalizando a classe trabalhadora não deve ser empurrada goela abaixo. A consciência do mundo do trabalho, da democracia, da liberdade e justiça social deve sempre permear a mente de milhões de trabalhadores brasileiros para impedir o retrocesso dos direitos conquistados através dos séculos.

 

 

História do 1º de maio

Desde o fim do século XIX, em vários países, o dia 1º de maio é comemorado como o Dia do Trabalho (ou do Trabalhador). A escolha desta data homenageia a memória dos trabalhadores vítimas de conflitos com a polícia em Chicago, EUA, decorrentes da onda de manifestações em função da realização de uma greve geral que paralisou os parques industriais daquela cidade no ano de 1886.

 

Com a Revolução Industrial, a formação da classe operária demandou uma série de necessidades que, na maioria das vezes, não era cumprida pela burguesia industrial. As horas trabalhadas eram excessivas e a relação entre empregado e empregador extremamente conflituosas. Nesse contexto de opressão aos trabalhadores, surgiram os sindicatos e os movimentos organizados, que lutavam por melhores condições de vida e trabalho, orientados por ideologias de esquerda.

 

Já nos primórdios, a principal forma de ação das organizações de trabalhadores com vistas à exigência de direitos era a greve, um instrumento de pressão frequentemente utilizado pelas categorias profissionais. Como resposta às reivindicações dos trabalhadores, ocorria forte repressão do aparelho do estado. A greve geral de 1º de maio de 1886 em Chicago também resultou em repressão policial, o que estimulou outras manifestações, durante vários dias. Em consequência, houve vários confrontos entre manifestantes e policiais, verdadeiras batalhas campais que tiveram como resultado um grande número de mortos e feridos.

 

Esse conjunto de eventos, desencadeados a partir de 1º de maio, tornou-se símbolo para as manifestações e lutas por direitos trabalhistas nas décadas seguintes em várias partes do mundo, sendo que até hoje a data é uma importante e significativa referência para a classe trabalhadora.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical