Fasubra Sindical

Switch to desktop Register Login

Federação denuncia a proposta de desmonte das carreiras do funcionalismo público

 

Proposta editada pelo governo pretende reestruturar as carreiras no serviço público.

 

A FASUBRA Sindical participou da audiência pública “ Em defesa dos serviços públicos, contra o pacote de maldades”. O evento ocorreu na tarde de segunda-feira, 20, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e Legislação Participativa do Senado Federal. Representou a Federação o coordenador geral Gibran Jordão. Presentes os integrantes do Comando Nacional de Greve da FASUBRA.

 


 

Jordão parabenizou o senador Paulo Paim pela realização da audiência e informou sobre a greve da Federação deflagrada no dia 10 de novembro. De 69 instituições federais de ensino, 35 estão em greve. O movimento paredista tem como eixo a defesa da universidade pública e dos serviços públicos, contra a reforma da Previdência, a defesa da carreira dos TAEs, contra o pacote de maldades do governo Temer aos direitos do funcionalismo.

 

Caravana Nacional

O coordenador informou sobre o calendário de lutas unificado com entidades do funcionalismo, destacando a Caravana Nacional no dia 28 de novembro. Trabalhadores do serviço público federal de todo o país estarão reunidos para expressar sua indignação com uma grande manifestação em Brasília-DF.

 

Ofensiva

O governo de Michel Temer tem desenvolvido uma ofensiva contra os serviços públicos e o funcionalismo em duas iniciativas, de acordo com Jordão. O corte de R$ 40 bilhões no orçamento para órgãos públicos só neste ano, dificulta a prestação de serviços. Como exemplo o coordenador citou a dificuldade da polícia federal em emitir passaportes e o corte de orçamento e investimento nas universidades anunciado por reitores.

 

 

Caso a política de corte de gastos não seja revertida, várias universidades não terão dinheiro para pagar contas de água, luz, contas básicas,  fechando as portas, segundo notas publicada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “Isso é muito grave porque, não é só um ataque ao funcionário público, mas um ataque à população brasileira que paga muitos impostos e quer ter o retorno desses serviços públicos gratuitos e de qualidade”.  

 

Segundo Jordão, trabalhadores de órgãos públicos como a Receita Federal, auditores fiscais do Ministério do Trabalho, afirmam que estão comprometidas e ameaçadas as demandas porque existe um corte drástico do orçamento.

 

Alerta à população

Para a FASUBRA, a primeira denúncia dos servidores públicos é alertar a população de que, a política desenvolvida pelo governo Temer afeta diretamente a própria demanda do trabalhador brasileiro, que precisa de serviços públicos que envolvem educação, saúde, segurança pública, e outras.

 

A segunda iniciativa do governo federal por meio de ataques aos direitos dos trabalhadores do serviço público federal, expressa na MP 805/17, aumenta e confisca parte do salário e adia ajustes acordados com várias categorias. “Isso é muito grave porque os trabalhadores do serviço público federal - embora o governo queira fazer uma propaganda de que nós somos privilegiados - sequer tem direito a negociação coletiva, somente após muitas greves e lutas conseguimos fazer um acordo, o governo vai lá e adia o acordo assinado”.

 

Reestruturação

A FASUBRA denunciou a proposta do governo de reestruturação das carreiras do funcionalismo público. “Leia-se, destruir todas as conquistas que nós lutamos muito pra conseguir nos últimos 30 anos, nossos planos de carreira”.

 

Na ocasião, o coordenador informou que Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados quer votar a reforma da Previdência no dia 06 de dezembro. Para Jordão, a propaganda milionária do governo tem como objetivo acabar com privilégios. “E atacar o serviço público, se o governo quisesse acabar com privilégios, acabaria com a própria aposentadoria do Temer, que aposentou recebendo muito, trabalhando pouco. Se quisesse mesmo acabar com privilégios atacava o lucro dos grandes bancos, das grandes fortunas, isso é acabar com privilégio”.

 

Para Jordão, caso o governo insista votar a reforma da Previdência, será necessária a construção de uma nova greve geral chamada por centrais sindicais e o funcionalismo público.

 

Confira a matéria da Agência Senado: Entidades sindicais fazem defesa do serviço público e criticam medidas do governo

 

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Federação dos trabalhadores das universidades do Uruguai declara apoio e solidariedade à greve da FASUBRA

 

A declaração foi aprovada no XI Congresso da AFFUR.

 

 

De 14 a 17 de novembro a Agremiación Federal de los Funcionarios de la Universidad de la República (AFFUR) realiza o XI Congresso em homenagem ao Centenário da Revolução Russa, em Montevidéu, Uruguai. Durante o evento, a Federação aprovou uma declaração de apoio e solidariedade à greve da FASUBRA Sindical, iniciada no dia 10 de novembro contra o pacote de maldades do governo Michel Temer e em defesa do serviço público.

 

Confira a tradução do documento.

 

Diante da greve geral por tempo indeterminado deflagrada pelo sindicato irmão da FASUBRA no Brasil, o XI Congresso da AFFUR declara:

 

  1. Seu total apoio e solidariedade com a luta dos companheiros da FASUBRA contra os ataques do governo Temer aos trabalhadores em geral e em particular das universidades, especialmente as propostas de Reforma da Previdência, reestruturação das carreiras, Reforma Trabalhista e privatização dos hospitais universitários, entre muitas medidas de retrocesso.

 

  1. Divulgar através de todos os meios possíveis a luta de nossos companheiros trabalhadores universitários do Brasil diante da falta de informação sobre a realidade do que ocorre no país vizinho.

 

  1. Promover no próximo Congresso da CONTUA declarações de apoio e solidariedade ao mesmo e de cada organização participante.

 

  1. Levar esta declaração aos companheiros da FASUBRA transmitindo toda a solidariedade da AFFUR em sua justa luta

Declaração em espanhol

 

Ante la huelga general por tiempo indeterminado declarada por el Sindicato hermano de Fasubra en Brasil el XI Congreso de AFFUR Declara:

1) Su total apoyo y solidaridad con la lucha de los compañeros de Fasubra contra los ataques del Gobierno de Temer a los trabajadores en general y universitarios en particular,  en especial las propuestas de Reforma Provisional, reestructura funcionarial, Reforma Laboral y privatización de Hospitales Universitarios, entre otras muchas medidas regresivas.

 

2) Difundir a través de todos los medios posibles la lucha de nuestros compañeros trabajadores universitarios de Brasil ante la falta de información sobre la realidad de lo que ocurre en el vecino país.

 

3) Promover en el próximo Congreso de la Contua declaraciones de apoyo y solidaridad del mismo y de cada una de las organizaciones miembro.

 

4) Trasladar la presente declaración a los compañeros de Fasubra trasmitiendoles toda la solidaridad de AFFUR en su justa lucha.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Carta aberta à população brasileira

 

Em defesa do trabalho e dos serviços públicos de qualidade para a população.

 

 

 O que está por detrás do discurso do Governo Temer?

 

O governo Temer e a grande mídia querem fazer a opinião pública acreditar que a valorização dos trabalhadores do funcionalismo e ampliação dos serviços públicos para toda população são os vilões das contas públicas. Assim, construíram um discurso que é propagandeado todos os dias na grande mídia que a reforma da previdência e o ajuste fiscal são para acabar com privilégios do funcionalismo. A verdade é outra: se o governo Temer e o Congresso Nacional quisessem mesmo acabar com privilégios, começariam por eles mesmos, retirando verbas e vantagens desmedidas de parlamentares e do alto escalão dos governos, fariam um ajuste fiscal nas grandes fortunas, no lucro dos grandes bancos e cobrariam os grandes devedores do Estado. No entanto, seguem atacando apenas aqueles que não são autoridades.

 

A realidade é que a situação da maioria dos trabalhadores do funcionalismo e dos órgãos públicos não é de privilégios e regalias, muito pelo contrário. Os recentes cortes no orçamento da maioria dos órgãos públicos têm aprofundado a precarização e o desmonte, e isso se reflete para a população de forma muito negativa. A sociedade brasileira paga muitos impostos, especialmente o povo trabalhador, e não tem um retorno adequado em forma de qualidade e alcance dos serviços públicos. Muitos órgãos públicos encontram suas atividades semi paralisadas por falta de recursos, ao mesmo tempo que os trabalhadores do funcionalismo não possuem o direito à negociação coletiva, restrições para a greve e, ainda, tem os raros acordos legais sendo desrespeitados. 

 

Com dados manipulados, informam que o Estado está inchado e que gasta muito com o serviço público, quando o que pretendem é a ampla terceirização e a consequente privatização que entregará a previdência, a saúde, a educação, a segurança, a fiscalização e tantos outros serviços nas mãos dos grandes grupos econômicos que continuarão a explorar a população.

 

Por que o ataque ao serviço público é um ataque à população?

 

A diminuição de verbas e a precarização das condições de trabalho no serviço público resultarão em seu sucateamento. O que restar do serviço público será entregue à iniciativa privada e o acesso será restrito aos que puderem pagar por ele. Na contramão do necessário aprimoramento e ampliação dos serviços públicos tão necessários à nossa população, o Governo pretende diminuir o que já é insuficiente, dificultar ainda mais o acesso e afastar qualquer bom profissional que queira servir à população. É isso que a nossa sociedade merece?

 

Por isso a população brasileira precisa se levantar em defesa do serviço público, gratuito e de qualidade. Não podemos aceitar que o governo Temer destrua conquistas sociais e democráticas que custaram décadas de lutas para os trabalhadores. Precisamos exigir a revogação da EC 95 que impede investimentos sociais, denunciar a reforma da previdência e a MP 805, lutar pela revogação da reforma trabalhista e das terceirizações. O futuro de nosso país está comprometido caso o Congresso Nacional aprove a reforma da previdência e o pacote de maldades contra o funcionalismo.

 

O que podemos fazer?

 

As entidades sindicais do funcionalismo público federal organizadas no FONASEFE e no FONACATE, que representam milhares de trabalhadores em todo o país, convocam tod@s os servidores públicos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e toda população a somarem forças em defesa dos serviços públicos de qualidade para toda população. Estamos construindo uma jornada de lutas contra o desmonte e a privatização dos serviços públicos e contra o pacote de maldades do governo Temer contra os direitos do funcionalismo. 

 

Acreditamos que somente a unidade pode acumular forças para derrotar Temer e seus ataques. Apostamos na ampliação do nosso movimento e na construção de uma luta cada vez maior que coloque no horizonte um calendário de lutas unificado e uma nova greve geral no país. 

 

É Hora de lutar em defesa dos serviços públicos de qualidade para toda população e pela valorização dos servidores públicos. Não ao pacote de maldades de Temer!

 

TOD@S À BRASÍLIA DIA 28 DE NOVEMBRO

 

 

 

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES EM BRASÍLIA

 

 

•        DIA 14 DE NOVEMBRO – MANHÃ - REUNIÃO NO SINAIT – COM AS ASSESSORIAS JURÍDICAS. ( Combater a MP 805)

 

 

•         DIA 20 DE NOVEMBRO – AUDIÊNCIA NA CDH - SENADOR PAULO PAIM. Tema: A defesa dos serviços públicos e a luta contra o pacote de maldades de Temer. 

 

 

 

•         DIA 27 DE NOVEMBRO – AUDIÊNCIA NO CONGRESSO NACIONAL:  QUE SERVIÇO PÚBLICO NÓS QUEREMOS?  Local: Auditório Nereu Ramos. 

 

 

•        DIA 28 DE NOVEMBRO  - CARAVANA EM BRASÍLIA – Em defesa dos serviços públicos de qualidade para a população.

 

Assinam as seguintes entidades:

 

FONASEFE – Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais.

FONACATE – Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado.

 

Federação dos trabalhadores das universidades do Uruguai declara apoio e solidariedade à greve da FASUBRA

 

A declaração foi aprovada no XI Congresso da AFFUR.

 

 

De 14 a 17 de novembro a Agremiación Federal de los Funcionarios de la Universidad de la República (AFFUR) realiza o XI Congresso em homenagem ao Centenário da Revolução Russa, em Montevidéu, Uruguai. Durante o evento, a Federação aprovou uma declaração de apoio e solidariedade à greve da FASUBRA Sindical, iniciada no dia 10 de novembro contra o pacote de maldades do governo Michel Temer e em defesa do serviço público.

 

Confira a tradução do documento.

 

Diante da greve geral por tempo indeterminado deflagrada pelo sindicato irmão da FASUBRA no Brasil, o XI Congresso da AFFUR declara:

 

  1. Seu total apoio e solidariedade com a luta dos companheiros da FASUBRA contra os ataques do governo Temer aos trabalhadores em geral e em particular das universidades, especialmente as propostas de Reforma da Previdência, reestruturação das carreiras, Reforma Trabalhista e privatização dos hospitais universitários, entre muitas medidas de retrocesso.

 

  1. Divulgar através de todos os meios possíveis a luta de nossos companheiros trabalhadores universitários do Brasil diante da falta de informação sobre a realidade do que ocorre no país vizinho.

 

  1. Promover no próximo Congresso da CONTUA declarações de apoio e solidariedade ao mesmo e de cada organização participante.

 

  1. Levar esta declaração aos companheiros da FASUBRA transmitindo toda a solidariedade da AFFUR em sua justa luta

Declaração em espanhol

 

Ante la huelga general por tiempo indeterminado declarada por el Sindicato hermano de Fasubra en Brasil el XI Congreso de AFFUR Declara:

1) Su total apoyo y solidaridad con la lucha de los compañeros de Fasubra contra los ataques del Gobierno de Temer a los trabajadores en general y universitarios en particular,  en especial las propuestas de Reforma Provisional, reestructura funcionarial, Reforma Laboral y privatización de Hospitales Universitarios, entre otras muchas medidas regresivas.

 

2) Difundir a través de todos los medios posibles la lucha de nuestros compañeros trabajadores universitarios de Brasil ante la falta de información sobre la realidad de lo que ocurre en el vecino país.

 

3) Promover en el próximo Congreso de la Contua declaraciones de apoyo y solidaridad del mismo y de cada una de las organizaciones miembro.

 

4) Trasladar la presente declaración a los compañeros de Fasubra trasmitiendoles toda la solidaridad de AFFUR en su justa lucha.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

20 de novembro da Consciência Negra e de lutas

 

Tomemos as ruas! Vamos aquilombar o Brasil!

 

O mês de novembro é marcado pelo Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20, data em que foi assassinado Zumbi dos Palmares, líder quilombola e símbolo nacional da luta pela liberdade do povo negro.

 

O 20 de novembro é reivindicado em todo o país para relembrarmos o quão violento foi o processo de colonização e escravidão, que submeteu os povos indígenas e negros a um regime desumano. A Lei Áurea, sancionada pela Princesa Isabel, colocou uma falsa ideia de liberdade aos povos pretos e indígenas sustentada até hoje por muitos, que ficou conhecida como abolição da escravidão.  

 

Ao contrário do que muitos defendem, a Lei Áurea não representou a liberdade do povo negro, mas sim uma mudança necessária à classe dominante para inserir o país no capitalismo, cujas formas da exploração de mão de obra se daria dentro do modelo de produção capitalista. Portanto o mérito da Princesa Isabel se deve à permissão dada aos escravocratas de usufruírem da mesma mão de obra, dentro do novo sistema mais rentável sob o véu da necessidade de desenvolvimento do país.

 

Esse processo que pode parecer distante para a maioria da população é o principal responsável pela permanência do poder de decisão sobre a vida de milhões nas mãos de políticos corruptos, que hoje estão representados pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados, que atravessam séculos massacrando cada vez mais a população negra e pobre, com pouca alteração no discurso.

 

As Reformas ora protagonizadas pelo Governo de Michel Temer são brutais para todos os explorados e oprimidos. Atingem profundamente a população preta que sofre até hoje o resultado do processo de colonização, exploração financeira, tentativas de apagamento de sua história, de toda e qualquer expressão artística, cultural e religiosa. E no atual regime compromete direitos conquistados ao longo das últimas décadas, como os avanços na consolidação dos direitos trabalhistas, cotas raciais em instituições e órgãos públicos e a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Africana nos sistemas de ensino do país.

 

A luta pela liberdade do povo preto na atualidade passa, portanto, e não somente, pela derrubada das Reformas Trabalhista e Previdenciária, bem como o esforço coletivo de combate à todas as formas de expressão do racismo e principalmente o fim do capitalismo, produtor e sobrevivente das mazelas que atingem o povo negro.

 

Tomemos como exemplo nossas lutas históricas como a luta dos quilombolas e a Insurreição de Canudos e das recentes jornadas de Junho de 2013, da Primavera das Mulheres no Brasil e no mundo. Tomemos as ruas! Vamos aquilombar o Brasil!

 

Coordenação de Raça e Etnia FASUBRA Sindical